Por muitos anos, curtidas, comentários e compartilhamentos foram tratados como o termômetro definitivo do engajamento. Esses sinais continuam relevantes, mas hoje contam apenas parte da história. Em um ambiente saturado de estímulos, onde cada scroll disputa centésimos de segundo, o ativo mais valioso para qualquer marca é a atenção qualificada — aquela que combina tempo, recorrência e profundidade de consumo. É ela que revela conexão real, hábito e preferência.
O streaming é a prova mais evidente dessa mudança. No Brasil, o Globoplay lidera o engajamento entre as plataformas, com impressionantes 2h10 diárias por usuário. Esse número vai muito além de um indicador técnico: ele demonstra vínculo emocional, recorrência e um espaço conquistado dentro da rotina das pessoas.
Quanto maior o tempo dedicado a um conteúdo, maior o impacto na lembrança, na consideração e na lealdade. É um princípio aplicável a qualquer setor. Seja um varejista que cria experiências imersivas, um banco que desenvolve jornadas digitais mais úteis e envolventes, ou uma marca de moda que transforma lançamentos em eventos culturais — todos estão competindo pela mesma moeda: atenção.

Se o streaming representa profundidade, o Big Brother Brasil representa amplitude cultural. A edição de 2026 estreia com uma arquitetura transmídia que articula TV aberta, sinais simultâneos e 24 horas no Globoplay, integrada a redes sociais em tempo real. É um ecossistema desenhado para sustentar a atenção diária por quase 100 dias.
Além da audiência, o BBB gera conversas, memes e debates, que são elementos presentes constantemente na cultura. Quando um conteúdo ultrapassa a própria tela e vira pauta social, as marcas que entram nessa narrativa ganham relevância orgânica e expandida. Esse mecanismo é replicável: festivais de música, campeonatos esportivos e ações proprietárias podem se transformar em plataformas de engajamento quando são concebidos para gerar diálogo, e não apenas exposição.
O recado que deixo é: alcançar pessoas se tornou fácil, mas mantê-las por perto é raro. Em um mundo de excesso de estímulos, engajamento não é só interação, como também é continuidade, profundidade e significado. E isso só nasce do cruzamento entre conteúdo relevante, distribuição inteligente e experiências que valem o tempo das pessoas.
Pense nisso: likes mostram intenção, mas a atenção constrói valor.
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