
Após a repercussão do caso da Levi's, que teve o logotipo coberto nas estruturas do próprio Levi’s Stadium e transformou o apagamento em ação de Marketing, foi a vez da Heinz levar uma pitada de ironia às redes sociais. Nos ambientes oficiais da competição, as embalagens dos produtos da marca estão sendo censurados com fita adesiva para esconder o logotipo da empresa, que não faz parte da lista de patrocinadora da FIFA.
Com a legenda “tentaram nos calar”, o perfil brasileiro da Heinz postou uma foto ilustrando a situação. Dois dias antes, a página global da marca havia feito uma publicação semelhante, reforçando a presença dos produtos da casa nos ambientes de partida, “mesmo sem poder dizer isso abertamente”. A Levi’s aproveitou o timing e participou da postagem com a resposta “nossa, você também?”.

Já o CMO da Lumen Technologies, Ryan Asdourian, aproveitou a situação para criar um momento viral. A empresa detém os naming rights do Lumen Stadium, em Seattle, e Asdourian publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece ajudando voluntariamente a equipe responsável a cobrir o nome da empresa em diferentes pontos da arena.
Ele explica que a remoção temporária da marca do estádio não reduz sua relevância nem apaga sua presença como uma das maiores redes de fibra óptica do mundo — um ponto reforçado durante toda a extensão da postagem.

A determinação da FIFA para ocultar as marcas não patrocinadoras oficiais em áreas ligadas à Copa do Mundo de 2026 faz parte das regras de "clean venue" adotadas pela entidade organizadora e vem impactando marcas gigantes sobretudo nos Estados Unidos, onde boa parte dos estádios têm os naming rights controlados por terceiros.
Outros casos notáveis são:
Mercedes-Benz — Mercedes-Benz Stadium (Atlanta, Geórgia)
O estádio passou a ser chamado apenas de “Atlanta Stadium” durante o torneio e elementos da identidade da Mercedes-Benz foram cobertos ou adaptados – o que, no caso, exigiu um esforço consideravelmente maior do que o realizado no caso da Levi’s.
Isso porque o estádio tem o símbolo da Mercedes-Benz integrado à arquitetura tanto na face quanto no teto retrátil. O tamanho da estrutura tornou mais complexo o processo de apagamento completo.

Gillette — Gillette Stadium (Foxborough, Massachusetts)
O estádio do New England Patriots e do New England Revolution teve um dos trabalhos mais visíveis de adaptação. A arena será chamada de “Boston Stadium” durante a Copa, e os elementos da marca Gillette foram cobertos.
Os logos presentes nos assentos também precisaram ser escondidos, com milhares de adesivos – 64,1 mil, para ser mais exato – aplicados para remover por completo a exposição da marca.

BBVA — Estádio BBVA (Monterrey, México)
A casa do Monterrey, que possui naming rights do banco BBVA, foi identificada pela FIFA como Estádio Monterrey, e as referências à instituição financeira foram removidas dos materiais oficiais e dos elementos de comunicação relacionados ao estádio durante o Mundial.

Banorte — Estádio Banorte (Cidade do México, México)
O estádio mais tradicional do México também passou por uma adaptação para a Copa de 2026. A arena, que recebeu o nome comercial de Estádio Banorte após um acordo de naming rights, deixou de utilizar a referência ao banco durante o torneio e passou a ser apresentada pela FIFA como Estádio Cidade do México.

MetLife — MetLife Stadium (East Rutherford, Nova Jersey)
O estádio que receberá a final da Copa do Mundo foi rebatizado pela FIFA como New York New Jersey Stadium. A alteração remove a referência à seguradora MetLife da comunicação oficial do evento, incluindo materiais, sinalizações e transmissões, seguindo a regra de neutralização de marcas comerciais não patrocinadoras.

Leia também: Copa do Mundo: o futuro entra em campo e se manifesta nas arquibancadas
COMPARTILHAR ESSE POST






