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Redes Sociais em 2026: Entre a fadiga informacional, a Creator Economy e o paradoxo da IA

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Tempo de Leitura 6 min

DATA

9 de fev. de 2026

CATEGORIA

Reportagens

Redes Sociais em 2026: Entre a fadiga informacional, a Creator Economy e o paradoxo da IA
Redes Sociais em 2026: Entre a fadiga informacional, a Creator Economy e o paradoxo da IA
Redes Sociais em 2026: Entre a fadiga informacional, a Creator Economy e o paradoxo da IA

Em um cenário marcado por instabilidade política, guerras comerciais, avanço acelerado da Inteligência Artificial e transformação no consumo de conteúdo, a comunicação entra em 2026 pressionada a se reinventar, principalmente nas redes sociais. O desafio não é apenas acompanhar tendências tecnológicas, mas compreender um público cada vez mais saturado de informações, seletivo, crítico e atento à credibilidade. Entre a chamada “ressaca da informação”, a profissionalização dos criadores e a busca por reputação, marcas, governos e organizações precisam redesenhar suas estratégias para manter relevância e confiança.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo levantamento da Influency.me, o Brasil ganhou 100 mil novos influenciadores em 2025, alcançando um total de 2,1 milhões de criadores de conteúdo — crescimento de 8% em relação ao ano anterior. O avanço ocorre em um contexto de alta conectividade, com 87% da população brasileira usando internet, de acordo com o DataReportal, e reforça a consolidação do Marketing de influência como canal estratégico nas estratégias das marcas, com maior foco em planejamento, métricas e continuidade das ações.

“A ‘ressaca da informação’, que integra o quadro defasado da Comunicação para 2026, desponta como um dos maiores desafios para governos, empresas e organizações no mundo todo. Ao longo do ano, esses agentes precisarão se ajustar à velocidade das informações e às demandas de consumidores (GenZ, Alpha) cada vez mais exigentes, críticos e seletivos, que descartam conteúdos que não sejam relevantes ou confiáveis”, afirma Lília Lopes, Diretora de Publicidade da Prefeitura Municipal de Salvador, ao analisar as tendências para a comunicação pública e estratégica.

A fadiga informacional e a disputa pela atenção

A abundância de conteúdos, aliada à lógica algorítmica das plataformas, criou um fenômeno conhecido como “doomscrolling”, em que usuários passam horas consumindo informações sem profundidade. O resultado é uma audiência exausta, menos receptiva e mais criteriosa, que exige clareza, objetividade e propósito. Nesse contexto, simplificar mensagens e personalizar experiências deixa de ser diferencial para se tornar premissa básica.

Relatórios internacionais, como o Human Truths in the Algorithmic Era, da Dentsu, apontam que o futuro da Comunicação passa pela capacidade de entender o humor do público e adaptar narrativas em tempo real. Ainda assim, a volatilidade das plataformas e o excesso de estímulos tornam esse exercício cada vez mais complexo, exigindo das marcas e instituições um equilíbrio delicado entre velocidade, profundidade e precisão.

“Esse fenômeno faz parte das tendências para a comunicação em 2026. Reunindo trends favoráveis e adversas, esse é o momento ideal para contornar crises e avaliar novas estratégias”, pontua Lília Lopes, ao destacar que governos, empresas e organizações precisarão rever seus formatos, canais e abordagens para manter efetividade.

Creator Economy: crescimento, pressão e o fenômeno do “exfluencer”

Apesar das previsões recorrentes sobre o suposto enfraquecimento da Creator Economy, os números seguem indicando expansão acelerada. Segundo a S&S Insider, o setor deve sair de US$ 200 bilhões em 2024 para mais de US$ 1,1 trilhão até 2032, com crescimento anual acima de 20%. No Brasil, o mercado acompanha esse ritmo, impulsionado pela entrada constante de novos criadores e pela consolidação do Marketing de influência como uma das principais frentes de investimento das marcas em mídia, awareness e performance.

Por trás desse crescimento, no entanto, emerge um movimento mais silencioso, que vem sendo chamado de “exfluencer”: criadores que reduzem drasticamente sua presença nas redes, abandonam canais com milhões de seguidores, retornam ao mercado corporativo tradicional ou migram para modelos de negócio fora das plataformas. 

Longe de representar um colapso da Creator Economy, esse fenômeno revela uma fase de transição e amadurecimento do setor, marcada por questionamentos sobre sustentabilidade financeira, saúde mental, previsibilidade de renda e relações mais equilibradas com marcas e plataformas.

O “exfluencer” não simboliza desistência da criação de conteúdo, mas uma tentativa de sobrevivência dentro de um ecossistema que ainda opera sob lógicas frágeis. “O suposto fenômeno do ‘exfluencer’ não é um sinal de que a Creator Economy fracassou. É um sinal, na verdade, de que ela cresceu rápido demais sem resolver seus problemas mais básicos: previsibilidade, estrutura e sustentabilidade”, afirma Rapha Avellar, CEO e fundador da BrandLovers. 

A relação com a exposição digital

O modelo atual transferiu praticamente todo o risco para o criador, enquanto plataformas e marcas se beneficiam da escala, da audiência e da flexibilidade. Os dados reforçam esse diagnóstico. A pesquisa Creator POV 2025, realizada pela BrandLovers, mostra que 68% dos criadores com mais de três anos de atuação afirmam sentir pouca ou nenhuma segurança financeira. Entre aqueles com menos tempo de carreira, esse índice sobe para 73%. 

Além disso, 43,5% não possuem reserva financeira, enquanto 59,9% estão endividados, sendo 21,5% com pagamentos em atraso. O cenário evidencia que, apesar da visibilidade, grande parte dos creators vive sob instabilidade constante, com receitas imprevisíveis, negociações pontuais e alta dependência dos algoritmos.

Esse ambiente pressiona profissionais a reavaliar sua relação com a exposição digital. Muitos passam a buscar fontes complementares de renda, produtos próprios, educação, consultorias, licenciamento de marcas pessoais ou até o retorno a estruturas corporativas, onde encontram maior estabilidade. O “exfluencer”, portanto, surge não como um movimento de abandono da criação, mas como uma tentativa de reconstruir trajetórias profissionais mais sustentáveis, longe da lógica do engajamento permanente.

“Quando falta previsibilidade, processos estruturados e estabilidade, é natural que muitos creators reavaliem sua relação com as plataformas, com as marcas e até com a própria exposição. Só que isso não significa que eles estejam abandonando a criação em si, mas questionando um modelo (ou a falta dele) que transferiu todo o risco para quem cria”, analisa Avellar. 

A tendência aponta para um mercado mais maduro, em que contratos de longo prazo, remuneração recorrente, métricas mais qualitativas e relações estratégicas devem substituir ações pontuais e negociações transacionais. Para as marcas, esse movimento exige uma revisão profunda das estratégias de influência. Em vez de campanhas isoladas, cresce a importância de construir parcerias contínuas, investir em comunidades, desenvolver projetos de cocriação e estabelecer vínculos de médio e longo prazo. 

A Creator Economy de 2026 passa a demandar profundidade, credibilidade e alinhamento cultural, em um ecossistema que busca se distanciar da lógica da aposta e se aproximar da lógica do negócio sustentável.

IA, reputação e o novo papel da Comunicação pública

A Inteligência Artificial desponta como uma das forças mais disruptivas no campo da Comunicação, ao mesmo tempo em que gera resistência. Ferramentas como ChatGPT, Grok e VEO 3 ampliam a produtividade e aceleram processos, mas ainda enfrentam desconfiança quando o conteúdo é percebido como artificial. Esse paradoxo obriga marcas, governos e influenciadores a repensarem o uso da tecnologia sem comprometer autenticidade e credibilidade.

Dentro da Comunicação pública, a questão da reputação ganha ainda mais peso. Com a pulverização da informação e a ascensão das microcomunidades, cresce a busca por fontes confiáveis, capazes de validar conteúdos e reduzir ruídos. Para Lília Lopes, fortalecer a presença digital de governos, com linguagem acessível e dados claros, será decisivo para ampliar relevância e confiança.

“Isso porquê, com a informação cada vez mais pulverizada, as microcomunidades buscam checar as informações com autoridades. Nesse processo, é importante que os governos fortaleçam sua presença no meio digital, simplificando as informações e o acesso para ter mais assertividade e relevância à nível global”, conclui a executiva, que soma quase 30 anos de atuação em Comunicação Digital, Marketing, Publicidade e Política.

Leia também: Como fazer Marketing de Influência com estratégia e resultado

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Priscilla Oliveira

Editora

Jornalista especializada em Marketing e comunicação corporativa. Traduz temas complexos em conteúdos acessíveis e relevantes para profissionais da área.​

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