A aquisição da Básel Lácteos pelo Grupo Piracanjuba no início de janeiro deste ano representa mais do que a expansão do portfólio: comunica a entrada oficial da companhia no mercado de queijos finos, uma categoria historicamente associada a marcas regionais, consumo especializado e menor escala. Com a operação, a empresa passa a atuar em queijos como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda, produzidos na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, reforçando sua estratégia de valor agregado e sofisticação dentro do mercado de lácteos.
Com dez unidades industriais no Brasil, o Grupo Piracanjuba consolida uma trajetória de crescimento sustentada por investimentos em capacidade produtiva, distribuição nacional e fortalecimento de marca. A aquisição dialoga diretamente com movimentos recentes da companhia, como a construção da fábrica de São Jorge D’Oeste (PR), dedicada à produção de queijos básicos, que ampliou sua atuação na linha refrigerada e preparou o terreno para uma entrada mais robusta na categoria.
“A entrada no mercado de queijos especiais representa a consolidação de anos de construção do Grupo Piracanjuba na categoria de lácteos. Com a construção da fábrica de São Jorge D’Oeste, no Paraná, voltada à produção de queijos básicos, que ampliará a distribuição na linha refrigerada, identificou-se a necessidade de atender à demanda da categoria de queijos de forma mais abrangente”, contou Lisiane Campos, diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, ao Mundo do Marketing.

O papel do Marketing na valorização dos queijos finos
A presença cada vez maior de queijos especiais em grandes redes de supermercados, padarias e canais mais amplos de varejo indica uma mudança relevante no comportamento do consumidor brasileiro. Produtos antes restritos a empórios especializados começam a ganhar espaço no dia a dia, abrindo oportunidades para marcas com forte capacidade de distribuição e comunicação.
O Marketing assume um papel central na educação do mercado, ajudando o consumidor a compreender diferenças entre tipos de queijos, formas de consumo e atributos de qualidade. Para uma marca como Piracanjuba, que já carrega altos índices de confiança e reconhecimento nacional, essa aproximação tende a acelerar a experimentação e reduzir barreiras de entrada na categoria.
“Atualmente, os queijos finos já estão presentes em canais de venda mais amplos, como grandes redes de supermercados e padarias, o que tem contribuído para aproximar esse tipo de produto da mesa do consumidor. Nesse contexto, a comunicação sobre as variedades de queijos se faz necessária, pois a entrada de uma marca com distribuição mais ampla, como a Piracanjuba, tende a despertar maior curiosidade e interesse pelo consumo desses produtos”, explicou Lisiane.

Estratégia de portfólio, arquitetura de marca e novas experiências de consumo
A decisão de investir em queijos como Emmental, Gruyère, Maasdam e Gouda está menos relacionada a uma tendência pontual de sofisticação do consumo e mais conectada a uma estratégia consistente de marca e portfólio. A companhia passa a ocupar uma categoria de maior valor agregado, complementando sua atuação histórica em lácteos e ampliando sua relevância em momentos de consumo mais elaborados.
Os produtos serão posicionados sob a submarca Piracanjuba Seleção, já associada a itens especiais dentro do portfólio da companhia. A expansão terá foco principalmente em canais regionais especializados e grandes redes de supermercados, com espaço também para iniciativas de experiência, conteúdo e parcerias gastronômicas como forma de acelerar o desenvolvimento da categoria.
“A expansão terá foco principalmente em canais regionais especializados e em redes de supermercados. Na categoria de queijos finos, a conexão com experiências mais específicas é extremamente relevante. Nesse sentido, há oportunidades para parcerias que contribuam para acelerar o desenvolvimento da categoria”, concluiu.
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