Em um cenário de consumidores cada vez mais atentos à representatividade, autenticidade e propósito, parcerias com influenciadoras passaram a ocupar um papel decisivo na construção de marca, no engajamento de comunidades e na geração de valor comercial. É nesse contexto que a Ashua, marca curve e plus size da Lojas Renner S.A., vem estruturando sua estratégia de colaborações como pilar para crescimento, diferenciação e fortalecimento de posicionamento.
O movimento acontece em um mercado que, segundo dados da ABPS (Associação Brasileira do Plus Size), movimenta mais de R$ 9,6 bilhões ao ano no Brasil, com crescimento médio anual acima de 6%. Além disso, pesquisas da Nielsen mostram que 92% dos consumidores confiam mais em recomendações feitas por pessoas do que por marcas, o que reforça o peso estratégico das influenciadoras no processo de decisão de compra.
Para a Ashua, que completa dez anos em 2026, as collabs representam não apenas uma alavanca comercial, mas também um caminho para ampliar narrativas de inclusão, diversidade e autoestima feminina. “O colaborativo faz parte do nosso DNA. Desde a primeira conversa, deixamos claro que a intenção é trazer a personalidade da influenciadora, mas sempre conectada ao propósito e à identidade da Ashua. A collab permite explorar territórios criativos e de produto que, muitas vezes, não conseguiríamos dentro de uma coleção regular”, afirma Lethicia Fernandes, designer da Ashua, em entrevista ao Mundo do Marketing.

O momento da marca e a força das parcerias
A estratégia de collabs ganha ainda mais relevância em um ano simbólico para a Ashua, que celebra uma década de atuação no mercado brasileiro. Nesse período, a marca consolidou a presença no segmento plus size, expandiu a atuação omnichannel e passou a estruturar as colaborações como parte fundamental de seu plano de crescimento e fortalecimento de brand awareness.
A collab mais recente, com a influenciadora carioca Mari Lobo, marca um novo momento dessa trajetória. Inspirada no lifestyle da criadora de conteúdo e em seu projeto “Tô Usando Biquíni”, a coleção conecta moda, autoestima e liberdade corporal, trazendo peças que transitam entre praia e cidade, com forte apelo emocional e comercial. A proposta dialoga diretamente com o público da marca, ampliando a relevância cultural e conexão com comunidades engajadas.
“Existe uma troca muito genuína. A Mari tem uma relação construída com o público plus size ao longo dos anos e isso gera identificação imediata. Para nós, é uma oportunidade de traduzir esse vínculo em produto, comunicação e experiência, criando uma narrativa mais potente e verdadeira”, destaca Lethicia.

Além do impacto simbólico, as collabs também funcionam como laboratório estratégico para inovação. Ao trabalhar com edições limitadas, a Ashua testa novos modelos, matérias-primas, cores e categorias, reduzindo riscos e ampliando aprendizados para futuras coleções. A coleção com Mari Lobo, por exemplo, trouxe apostas em moda praia e peças de tricô, além de uma paleta mais terrosa, diferente do tradicional verão vibrante.
“A collab abre espaço para ousar. É uma coleção que carrega mais risco do que as linhas regulares, mas também traz mais possibilidades. Conseguimos testar produtos, entender o comportamento da consumidora e, muitas vezes, ampliar o nosso próprio repertório criativo e comercial”, explica a executiva.

Negócios, moda e estratégia caminham juntos
No centro dessa construção está uma visão de negócios orientada por dados, propósito e entendimento profundo da consumidora. A Ashua utiliza histórico de vendas, análise de comportamento e leitura de tendências para guiar o desenvolvimento das collabs, equilibrando criatividade e viabilidade comercial. A tecnologia também tem papel-chave nesse processo, com o uso de modelagem 3D para simular caimento e ajustes em corpos reais ainda na fase de criação.
“A tecnologia nos permite tomar decisões mais rápidas, reduzir retrabalho e criar produtos mais conectados à realidade das nossas clientes. Isso impacta diretamente eficiência, sustentabilidade e resultado financeiro”, ressalta Lethicia.
Outro pilar estratégico é a escolha criteriosa das influenciadoras, que passa por afinidade de propósito, engajamento real com comunidades e capacidade de gerar identificação. Ao longo de sua trajetória, a Ashua vem diversificando regionalmente suas parcerias, ampliando sua presença nacional e reforçando o diálogo com diferentes públicos.
“O nosso público é altamente conectado a comunidades digitais, especialmente no Instagram. As influenciadoras são referências dentro do universo plus size e isso faz toda a diferença. Elas ajudam a construir autoestima, pertencimento e desejo, que são ativos fundamentais para a marca”, afirma Lethicia.

A estratégia também contribui para ampliar o reconhecimento da Ashua além do seu público tradicional, atraindo novas consumidoras e fortalecendo sua posição dentro do portfólio da Lojas Renner S.A. Nesse sentido, as collabs deixam de ser apenas ações pontuais e passam a integrar uma lógica de crescimento sustentável, inovação constante e construção de marca de longo prazo.
“Nosso foco é expandir, fortalecer awareness e continuar construindo uma marca relevante, com propósito e conexão real com as mulheres. As collabs são uma das ferramentas mais poderosas nesse caminho”, conclui Lethicia.
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