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Colecionáveis viram estratégia de marca e ganham tração com a Copa de 2026

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Colecionáveis viram estratégia de marca e ganham tração com a Copa de 2026

O mercado de colecionáveis volta ao centro das estratégias de Marketing em 2026, impulsionado pela proximidade da Copa do Mundo e por uma agenda robusta de ativações que combinam nostalgia, cultura pop e experiência. Além das tradicionais figurinhas, as estratégias ganham escala com iniciativas que conectam físico e digital, ampliam o tempo de interação com o consumidor e transformam produtos em plataformas de engajamento contínuo. 

De alimentos e beleza a entretenimento e varejo, as marcas disputam relevância em um território que mistura afeto, pertencimento e recorrência. Globalmente, o segmento de colecionáveis e licensing mantém ritmo de expansão consistente. Dados da Licensing International indicam que o mercado global de produtos licenciados movimentou cerca de US$ 369,6 bilhões em 2024, com crescimento puxado por entretenimento, esportes e cultura pop. 

Dentro desse ecossistema, itens colecionáveis físicos e digitais ganham protagonismo, acompanhando o avanço de comunidades de fãs e o comportamento de consumo orientado por experiência. No Brasil, a Copa funciona como catalisador cíclico dessa dinâmica, elevando demanda, frequência de compra e valor percebido. 

A competição, que será a maior da história, com 48 seleções, reposiciona o colecionismo como ritual cultural e ativo de negócio. O fenômeno se desdobra em diferentes frentes, com destaque para iniciativas que transformam produtos cotidianos em ativos de conexão emocional e social.


Copa do Mundo e o novo ciclo de colecionáveis

O álbum oficial da Panini retorna como principal símbolo desse mercado, agora ampliado por uma camada digital. A edição de 2026 chega ao Brasil com 980 figurinhas e integração com aplicativo, permitindo colecionar, trocar e montar times virtuais. A parceria com a Coca-Cola adiciona uma mecânica de distribuição via embalagens e ativações com QR Code, que desbloqueiam conteúdos e figurinhas digitais, conectando o varejo físico à experiência online.

A digitalização do colecionismo aparece como evolução relevante. As  figurinhas personalizadas, as recompensas virtuais e a interação global ampliam o ciclo de vida do produto e aumentam o engajamento para além da compra inicial. Ao mesmo tempo, eventos físicos como trocas, turnês e ativações em shopping centers mantêm o caráter social do hábito.


Outras marcas entram no território da Copa explorando diferentes códigos. A Valda aposta em latas colecionáveis inspiradas em seleções campeãs, combinando sabores típicos de países vencedores com identidade visual alinhada ao futebol. A estratégia amplia o papel da categoria para além do funcional e conecta o produto a momentos de consumo de alta intensidade emocional.

“Essa edição limitada nasce como uma alavanca de relevância para a marca em um momento de alta conexão emocional com o consumidor. Ao combinar inovação em sabores com um território de grande engajamento, buscamos ampliar ocasiões de consumo, gerar experimentação e reforçar o papel de Valda como aliada em momentos de uso intensivo da voz”, afirmou Donino Scherer Neto, diretor da unidade de negócios OTC na Eurofarma.

A Carmed leva o conceito para o universo da beleza com mini produtos surpresa inspirados em nações campeãs. A ideia de “descoberta” reforça o apelo colecionável e aproxima a marca de dinâmicas comuns ao entretenimento, criando uma experiência que vai além do uso do produto e se conecta ao comportamento de fãs.


Já o iFood investe em pelúcias do mascote da Seleção Brasileira como extensão de sua plataforma de marca. Os itens resgatam a memória afetiva e dialogam com o orgulho nacional, ao mesmo tempo em que reforçam a presença da empresa em um dos principais territórios de paixão do brasileiro.


Os criadores também passam a disputar esse espaço. O projeto “Enaldinho na Copa”, por exemplo, ultrapassou 500 mil unidades vendidas ao transformar conteúdo digital em coleção física, com livros ilustrados e brindes que incentivam troca e interação. O movimento sinaliza como o colecionismo se expande para além das marcas tradicionais e passa a integrar o ecossistema de creators, que transformam audiência em ativos tangíveis de consumo.

A Semorin leva o colecionismo para uma categoria pouco explorada nesse território: a limpeza doméstica. A marca lança o álbum “Craques da Limpeza”, que transforma produtos do portfólio em personagens colecionáveis e conecta o consumo ao ritual da Copa dentro de casa. 


A iniciativa parte de um insight comportamental de que, com a maioria dos brasileiros assistindo aos jogos no ambiente doméstico, o cuidado com o lar passa a integrar a experiência da torcida. Ao associar limpeza, convivência e entretenimento, a Semorin reposiciona a categoria e utiliza o colecionável como ferramenta para gerar vínculo emocional, ampliar o ticket médio via e-commerce e inserir a marca em momentos de alta conexão familiar. 


Fast food e a lógica da recorrência

Redes de alimentação seguem utilizando colecionáveis como motor de tráfego e frequência. O Bob’s lança uma coleção de miniaturas do Sonic, explorando a força multigeracional do personagem para conectar pais e filhos. A estratégia reforça o combo como experiência ampliada, não apenas como refeição.

O McDonald’s, por sua vez, aposta na parceria global com Stranger Things, com uma linha de 12 itens colecionáveis distribuídos semanalmente no McLanche Feliz. A mecânica incentiva retorno recorrente ao ponto de venda e adiciona uma camada narrativa, com experiências digitais e interativas que expandem o universo da franquia.


No cinema, a proposta segue a mesma e o setor de exibidores amplia o uso de colecionáveis como forma de monetização e diferenciação. A Cinépolis aposta em baldes temáticos de pipoca inspirados em franquias e lançamentos, como Grogu, O Diabo Veste Prada 2 e Mortal Kombat 2. Com design detalhado e tiragem limitada, os itens funcionam como memorabilia e elevam o ticket médio da ida ao cinema. A estratégia reforça o cinema como espaço de experiência expandida, onde o consumo vai além do filme e se transforma em um momento colecionável.


Outras frentes e a expansão do território

Fora dos grandes eventos, o colecionismo segue sendo explorado em diferentes categorias. A parceria entre Pom Pom e Tip Top leva brindes colecionáveis ao varejo de higiene infantil, utilizando a lógica de “compre e ganhe” para estimular a experimentação e ampliar a visibilidade no ponto de venda. A iniciativa reforça como o colecionável pode atuar como alavanca de conversão em categorias de compra recorrente.


Já a Kinder Joy aposta na força da cultura pop ao lançar itens inspirados em Super Mario, reforçando a conexão entre gerações. A estratégia integra produto, entretenimento e licenciamento para transformar a surpresa em experiência contínua, ampliando o vínculo emocional com a marca.

Esse movimento também acompanha uma mudança no comportamento de consumo, cada vez mais conectado à cultura pop. Entre os principais públicos da coleção estão pais millennials, que cresceram jogando videogame, criando uma ponte natural entre gerações - e fãs da franquia que mantêm uma relação próxima com itens licenciados e colecionáveis.

“Kinder Joy tem como propósito criar momentos de conexão entre pais e filhos por meio da surpresa e da diversão. Trazer esse universo de Super Mario para Kinder Joy é transformar uma simples surpresa em uma experiência que pais e filhos podem compartilhar juntos” comenta Diego Caride, diretor de Marketing de Kinder

Leia também: 5 dicas para transformar a Copa do Mundo em resultado de negócio

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Priscilla Oliveira

Editora

Jornalista especializada em Marketing e comunicação corporativa. Traduz temas complexos em conteúdos acessíveis e relevantes para profissionais da área.​

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