
No momento em que o digital atinge maturidade e saturação, o out of home (OOH) ganha uma nova camada de relevância ao incorporar dados, inteligência e acesso. No CMO Summit 2026, a Eletromidia apresentou, ao lado da 4yousee, como a digitalização das telas e a democratização do inventário estão reposicionando o meio como peça central da jornada do consumidor.
A discussão, mediada por Giovanni Rivetti, CMO da Eletromidia, mostrou que não se trata mais de impacto isolado, mas de consistência ao longo da jornada. “Quanto mais dados temos, mais presença e relevância conseguimos gerar. Estamos falando de entregar jornadas completas para os anunciantes”, afirma o CMO, citando o case do Carnaval do Rio, em que marcas conseguiram atuar antes, durante e depois do evento com base em dados de público, clima e mobilidade.

Do impacto à jornada
A evolução do OOH passa por uma quebra de lógica. Se antes o meio era associado à awareness, agora passa a atuar de forma integrada à estratégia de negócio. Com dados que combinam comportamento, contexto urbano e perfil de audiência, a Eletromidia consegue mapear momentos de maior propensão ao consumo e ajustar mensagens em tempo real. “Não é só atingir o consumidor, é entender quando e como falar com ele”, resume Rivetti.
Esse movimento também responde a uma mudança estrutural no consumo. Joaquim Lopes, CEO da 4yousee, ressalta que entre 80% e 90% das compras começam no ambiente online, mas isso não elimina o papel do físico. “Pelo contrário. Dificilmente alguém vai ao mercado apenas para pesquisar. Existe uma oportunidade enorme de trabalhar o físico com inteligência”, pontua o executivo
OOH como plataforma e não como mídia
A digitalização das telas transforma o OOH em infraestrutura de dados. A 4yousee define esse avanço como a construção de um “Google Analytics do mundo físico”, capaz de mensurar atenção, comportamento e contexto.“Antes de falar de atenção, a marca precisa merecer atenção. E isso passa por entender o contexto e o público”, afirmou Joaquim.
Na prática, isso significa sair de uma lógica de inventário para uma lógica de plataforma, onde cada tela pode ser gerenciada, segmentada e monetizada com base em dados qualificados.

Democratização e o avanço das PMEs
Se o OOH sempre foi território de grandes anunciantes, a nova fase abre espaço para pequenas e médias empresas. Com o Aqui Ads, a Eletromidia simplifica o acesso ao inventário e reduz a complexidade operacional.
“Percebemos que dava para levar esse ativo para outros tamanhos de empresas. O desafio era simplificar para quem não tem tempo ou conhecimento”, explica Lucio Schneider, CEO da Eletromidia.
A plataforma permite que negócios locais criem campanhas em poucos passos, com segmentação geográfica e templates prontos. O investimento pode partir de valores acessíveis, como R$ 500,00 a R$ 1 mil, adaptando-se à realidade de cada anunciante.
Esse movimento já impulsiona categorias antes ausentes no meio, como educação, saúde, beleza e serviços hiperlocais. “Esses negócios tinham dificuldade de acessar mídia. Hoje, entram na plataforma, inserem o endereço e encontram oportunidades no entorno”, destaca Schneider.
Simplicidade que gera resultado
A simplificação não está apenas no acesso, mas também na comunicação. Em um ambiente de atenção fragmentada, a clareza da mensagem se torna decisiva. Schneider cita exemplos práticos: em vez de depender de QR Codes, muitas vezes pouco eficazes, o foco deve ser indicar caminhos diretos de conversão. “O que a pessoa precisa saber é o nome e onde encontrar. Amazon, iFood, isso resolve. Tem que ser fácil”, afirmou.
Esse raciocínio orienta desde campanhas de grandes marcas até ações de pequenos negócios, como autores independentes ou lojas locais. Outro ponto relevante é a retroalimentação entre grandes anunciantes e PMEs. Os aprendizados do modelo enterprise estão sendo incorporados às soluções de autoatendimento. “Tudo que aprendemos com grandes marcas vai para o Aqui Ads”, aponta Schneider.
Isso cria um ciclo de evolução contínua, em que tecnologia, dados e boas práticas se tornam acessíveis a todo o mercado. O DOOH, portanto, se posiciona como ferramenta de crescimento para empresas em diferentes estágios. “Muitos negócios nascem no digital e buscam complementar no físico. Outros começam no offline. Nosso papel é ajudar a construir algo maior”, afirma Schneider.
O objetivo é transformar o OOH em uma plataforma capaz de acompanhar o anunciante da primeira campanha até a consolidação da marca. “O sonho é que, a partir do OOH, ele consiga crescer e alcançar todos os seus objetivos de comunicação”, conclui o executivo
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