
O Flamengo apresentou um novo posicionamento desenvolvido pela anacouto, que reorganiza a arquitetura de marcas e passa a tratar o clube como uma plataforma de sportainment. A mudança parte de uma questão de negócio: o crescimento do Flamengo fez com que diferentes marcas e submarcas fossem criadas ao longo dos anos, chegando a cerca de 24 ativos. O portfólio, construído de maneira orgânica, passou a demandar uma estrutura capaz de organizar os diferentes negócios sob uma mesma estratégia.
Com o rebranding, os ativos passam a integrar três grandes frentes: Esportes, Entretenimento e Legado & Formação. A proposta é estabelecer um papel estratégico para cada marca, mantendo a força da marca-mãe sem eliminar a autonomia das submarcas.
"O Flamengo possui uma das marcas mais fortes do Brasil. Nosso desafio foi estruturar essa força em um modelo capaz de conectar estratégia, negócios e relacionamento, colocando o torcedor no centro de todas as decisões e preparando o clube para uma nova etapa de crescimento", afirmou Flávia da Justa, diretora de Comunicação e Conteúdo do Flamengo.

De clube de futebol a plataforma de sportainment
O novo posicionamento considera que a relação do torcedor com o Flamengo não está restrita aos dias de jogos. A estratégia busca transformar a marca em uma presença contínua na rotina da torcida, com diferentes experiências, conteúdos, produtos e negócios. É nesse contexto que surge o conceito "Flamengo sem intervalo", desenvolvido como a big idea do novo posicionamento. A ideia é traduzir uma marca que continua ativa antes, durante e depois dos 90 minutos.
Ana Couto explicou que foi necessário organizar a plataforma de sportainment a partir da lógica de unidades de negócio. Cada marca do portfólio passou a ter um papel estratégico definido, equilibrando a força da marca-mãe com a autonomia das submarcas. A mudança coloca a arquitetura de marca como parte da estratégia de crescimento do clube. Em vez de tratar cada iniciativa como uma extensão independente, o Flamengo passa a organizar seus diferentes ativos dentro de um ecossistema comum.
A transformação também chega à identidade visual do Flamengo. O projeto preserva elementos centrais da marca, como os escudos e o monograma, mas estabelece uma nova linguagem para ampliar a presença do clube em diferentes pontos de contato. As tradicionais listras rubro-negras passam a ser interpretadas em gradiente, do vermelho ao preto, criando uma sensação de movimento.

A fotografia ganha alto contraste e referências ao icônico bandeirão de Zico, enquanto efeitos de longa exposição aproximam imagens esportivas de uma linguagem mais artística. A tipografia também assume uma função mais expressiva, com diferentes perspectivas e aplicações. O urubu, símbolo do clube, foi redesenhado e passa a ter maior protagonismo na comunicação e nos produtos.
A arquitetura de marcas também estabelece critérios para a utilização dos principais elementos do Flamengo. As submarcas passam a ser organizadas a partir de três referências: Brasão do Futebol, Insígnia do Remo e Monograma CRF. Essa definição também passa a orientar a hierarquia de licenciamentos.

"Flamengo sem intervalo" leva estratégia para a comunicação
A nova plataforma criativa tem como propósito "trazer magia para o dia a dia da nação". A ideia se desdobra em uma campanha que busca materializar o conceito de presença contínua da marca. O filme "Flamengo Sem Intervalo" será veiculado na Flamengo TV e nas redes sociais. A campanha funciona como uma das primeiras manifestações do novo posicionamento e reforça a intenção de conectar a marca aos torcedores mesmo fora dos momentos de competição.
“A big idea ‘Flamengo sem intervalo’ traduz exatamente o que buscamos: uma marca que não depende do apito final para se conectar com o torcedor. O resultado é uma base criativa sólida para consolidar o Flamengo como uma marca única de sportainment, conectando seus diferentes esportes, plataformas e submarcas sob uma mesma visão estratégica e criativa”, explica Ana Couto.
O rebranding também será levado para a sede do clube. A ambientação do complexo, que ocupa um quarteirão, seguirá os princípios da nova plataforma criativa, ampliando a experiência da marca para o espaço físico.
O projeto coloca a gestão de marca no centro da expansão do negócio. Ao estruturar diferentes ativos dentro de uma mesma plataforma, o Flamengo busca transformar sua força cultural e sua relação com a torcida em uma arquitetura capaz de sustentar novas experiências, produtos e oportunidades comerciais.
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