
As redes sociais influenciam diretamente a forma como as pessoas descobrem, avaliam e consomem produtos e serviços. É o que aponta o relatório Consumo e Influência Digital 2026, desenvolvido pela Influency.me em parceria com a Opinion Box, que identifica vetores comuns, como a autenticidade e o posicionamento de influencer, em receitas de sucesso.
A influência se estrutura na prática e atravessa diferentes etapas do consumo. Além do alcance, o canal se sobressai com a capacidade de gerar identificação, transmitir informação e sustentar credibilidade ao longo da jornada. Diante disso, o relatório reforça cinco tendências que ajudam a explicar como os influenciadores afetam decisões de compra e quais elementos sustentam essa influência no comportamento do consumidor.
IA gera eficiência, mas também desconfiança para 43% dos consumidores
A presença da inteligência artificial nos conteúdos já é reconhecida pelo público, com 40% dos entrevistados considerando a tecnologia uma ferramenta útil. Ainda assim, 43% afirmam sentir dúvida quando a IA é usada nestes casos, enquanto 54% não aprovam imagens geradas artificialmente.
Mesmo com a adoção crescente da tecnologia, a preferência continua concentrada no conteúdo humano. 84% dos respondentes valorizam materiais produzidos por pessoas, ainda que imperfeitos, indicando que a tecnologia amplia possibilidades de produção, mas não substitui elementos ligados à identificação e à confiança.

Credibilidade vem da autenticidade
A credibilidade dos conteúdos publicitários está diretamente relacionada à forma como a informação é construída e apresentada. Entre os fatores mais valorizados, 68% destacam quando o criador demonstra conhecimento sobre o produto, 64% quando aponta pontos negativos e 57% quando responde dúvidas técnicas. Esses dados indicam que transparência e profundidade são centrais para a construção de confiança.
A forma de produção também influencia essa percepção. Os vídeos com edição leve (43%) ou sem edição (32%) são melhor avaliados do que produções altamente produzidas, reforçando a preferência por formatos mais próximos da realidade e com menor artificialização.

O consumidor quer ver o produto na vida real
A preferência por conteúdos que mostram o produto em uso aparece de maneira consistente no comportamento do público. As fotos do dia a dia concentram 70% da preferência, enquanto imagens de estúdio são escolhidas por apenas 10%. Em vídeos, 52% esperam ver o produto inserido na rotina e 46% valorizam demonstrações reais de resultado.
Esse padrão se conecta ao consumo de conteúdo nas plataformas. A maior parte dos usuários prefere vídeos (77%), especialmente os curtos (65%), e busca materiais que expliquem o produto de forma direta. A apresentação prática, portanto, tem impacto direto na construção de entendimento antes da compra.

A influência acontece, mas exige interesse real
A influência nas redes sociais se traduz em comportamento de compra, mas depende do grau de interesse gerado. Metade dos consumidores (50%) afirma clicar em links de indicação apenas quando o produto é relevante, enquanto 25% raramente ou nunca interagem com esse tipo de conteúdo, o que indica que a exposição isolada não garante conversão.
A maioria dos consumidores compara preços (31%), busca avaliações (26%) e verifica a reputação da marca (19%) antes de tomar uma decisão. Mesmo com 69% afirmando já ter comprado a partir de recomendações, o processo continua sendo multifatorial, com o influenciador atuando como ponto de partida, e não como fator único.

Os valores impactam a influência e o consumo
O posicionamento dos influenciadores afeta a relação com o público. Para 63% dos entrevistados, fatores políticos e sociais são relevantes na escolha de quem seguir, indicando que valores pessoais fazem parte da construção de influência nas redes sociais.
Esse aspecto se reflete no consumo. Parte dos consumidores afirma já ter deixado de comprar ou considera deixar de adquirir produtos associados a criadores com posicionamentos divergentes. Ao mesmo tempo, há uma parcela que prioriza conteúdos técnicos ou de entretenimento, o que mostra que diferentes critérios coexistem na tomada de decisão.
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