
Nos últimos três meses, 68,1% dos pais brasileiros afirmaram ter comprado roupas e acessórios, índice superior ao registrado entre os homens em geral (63,2%). A diferença também aparece na categoria de calçados, adquiridos por 55,8% dos pais, contra 49% do público masculino. Produtos de beleza e saúde completam o grupo das categorias mais consumidas recentemente, com 47,2% entre os pais e 42,5% entre os homens.
Os dados fazem parte de um levantamento da YouGov que oferece um retrato dos hábitos desse público e aponta oportunidades para marcas e varejistas que buscam direcionar as estratégias sazonais à medida que o Dia dos Pais se aproxima.
Ao considerar as compras realizadas nos últimos 12 meses, a tecnologia ganha protagonismo. Celulares, dispositivos móveis e acessórios foram adquiridos por 37,3% dos pais, ante 33,3% dos homens em geral. Brinquedos e jogos, categoria que inclui os videogames e o jogos de tabuleiro, aparecem na sequência, com 31,4% dos pais declarando compras no período, enquanto entre os homens o percentual foi de 25,2%.

Os livros, em formatos físico, digital ou audiobook, foram comprados por 29,2% dos pais, frente a 25,9% dos homens. Já computadores, notebooks, tablets, acessórios e consoles de videogame alcançaram 23,9% dos pais, enquanto televisores chegaram a 22,9%.
Outro segmento que chama atenção é o de dispositivos vestíveis, como os relógios inteligentes e monitores de atividade física. A categoria foi adquirida por 18,8% dos pais, acima dos 15,1% registrados entre os homens em geral.
Adidas, Nike e Havaianas lideram entre as marcas mais compradas
Entre as marcas de roupas e calçados que os pais afirmam já ter comprado, a Adidas lidera com 38,9%, seguida por Nike (35,7%) e Havaianas (31,2%). Na sequência aparecem Olympikus (28,5%), Puma (20,3%), Penalty (20,1%), Fila (19,8%), Topper (19,2%), Rider (18,8%) e Mizuno (18,3%).
Entre os homens em geral, Adidas e Nike aparecem praticamente empatadas, ambas com 37,6%, seguidas por Havaianas (29,6%), Olympikus (28%) e Puma (19,2%). O levantamento indica uma combinação entre marcas esportivas globais e fabricantes consolidados no mercado brasileiro, o que amplia as possibilidades para campanhas voltadas a diferentes perfis de consumidores e faixas de preço.
Preferências de preço reforçam diversidade do público
A pesquisa também mostra que os pais não apresentam um comportamento uniforme quando o assunto é preço. Entre os entrevistados, 13,9% afirmam preferir pagar mais por produtos de luxo, enquanto 23% se posicionam próximos dessa preferência em uma escala de cinco pontos. Outros 28,5% permanecem no ponto intermediário da escala.
No extremo oposto, 21,7% dizem preferir pagar menos por produtos básicos e 11,6% escolhem uma posição mais próxima desse perfil.
Entre os homens em geral, os resultados são semelhantes: 13,3% preferem produtos de luxo, 21,4% se aproximam dessa preferência, 28,5% permanecem no ponto intermediário e 22,6% afirmam optar por itens mais básicos e acessíveis.
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