
A NASCAR Brasil entrou em uma nova fase de expansão e consolidação no país após três temporadas completas, com crescimento no número de patrocinadores, ampliação da presença na mídia e avanço na profissionalização da categoria.
Nascida para ser mais que uma competição esportiva, a liga se posiciona como uma plataforma de Marketing e negócios capaz de gerar valor para marcas, parceiros e fãs. A última temporada marcou um ponto de virada nesse sentido, se apresentando para o mercado de uma maneira mais forte.
“Abrimos para equipes profissionais e estruturamos melhor o ecossistema como um todo. Isso fez com que o mercado passasse a enxergar a NASCAR Brasil como uma alternativa consolidada e com potencial de crescimento”, explica Gustavo Carvalho, Diretor de Sports Marketing da NASCAR Brasil e da Copa Truck, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Mudança estruturais
A mudança estrutural mais relevante foi a transição do modelo anterior, em que os carros eram geridos diretamente pela promotora, para um sistema com equipes independentes, padrão adotado nas principais categorias do automobilismo mundial. A alteração elevou o nível técnico e contribuiu para atrair pilotos experientes e novos talentos, ampliando o interesse pela categoria.
Ao mesmo tempo, a NASCAR Brasil passou a fortalecer sua operação comercial com a entrada de grandes patrocinadores e parceiros estratégicos. Empresas como Petrobras, GM e Pirelli passaram a integrar o portfólio da competição, enquanto outras marcas utilizaram as corridas como plataforma para ações de Marketing e relacionamento.
“O mercado começou a entender que a NASCAR Brasil é uma plataforma de negócios. Não é só exposição de marca. As empresas conseguem ativar seus produtos, gerar relacionamento e até conversão direta. Isso muda completamente o valor que entregamos”, explica Carvalho.

Esse posicionamento reflete uma transformação mais ampla na forma como o esporte é utilizado pelas marcas. Em vez de atuar apenas como mídia, a categoria tem buscado desenvolver ativações que integrem experiência, entretenimento e resultados comerciais.
Um dos exemplos celebrados é a parceria com a Shopee, que utilizou elementos da corrida para criar ações promocionais conectadas à dinâmica da competição. Durante as intervenções do safety car, cupons de desconto eram liberados para os espectadores, associando diretamente o momento esportivo à experiência de compra.
“Criamos propriedades específicas dentro da corrida para as marcas. No caso da Shopee, conseguimos gerar ativações que não só deram visibilidade, mas também conversão. Isso mostra como o esporte pode ser uma ferramenta estratégica para o negócio das empresas”, afirma Gustavo.

NASCAR no holofote
A ampliação da presença na mídia é um fator determinante para o crescimento da categoria. Em 2025, a NASCAR Brasil passou a contar com transmissão em TV aberta e firmou parceria com a ESPN, fortalecendo sua distribuição e ampliando o alcance junto ao público.
“Quando você melhora o pacote de transmissão, aumenta o alcance e a qualidade do conteúdo, isso impacta diretamente o interesse das marcas. A visibilidade é um dos pilares para o crescimento sustentável da categoria”, explica Carvalho.
A NASCAR Brasil também tem investido em estratégias para ampliar sua relevância junto ao mercado corporativo. A presença em eventos como o CMO Summit e o Festival de Interlagos faz parte de um movimento para aproximar a categoria de executivos e decisores de Marketing.

O esforço faz parte de um processo mais amplo de construção de marca no país. Embora a NASCAR seja uma das ligas mais reconhecidas do automobilismo global, sua presença no Brasil ainda está em fase de consolidação.
“Entendemos que não podíamos ficar restritos ao autódromo. Precisávamos ir até onde os nossos clientes estão. Participar desses eventos permite apresentar o nosso produto, gerar curiosidade e abrir portas para novas parcerias”, afirma.
Presente e próximos passos
O contexto atual do automobilismo também contribui para esse avanço. O aumento do interesse pela Fórmula 1, a presença de pilotos brasileiros em diferentes categorias internacionais e a popularização de conteúdos audiovisuais sobre o esporte têm ampliado a base de fãs e o potencial de crescimento do setor.
“Estamos em um momento muito favorável para o automobilismo como um todo. Isso abre oportunidades para todas as categorias, inclusive para a NASCAR Brasil. Existe um interesse crescente e isso facilita o diálogo com marcas e parceiros”, afirma.
Além da expansão comercial e de audiência, a categoria também tem investido na experiência do público presencial. Ao longo da temporada, aproximadamente 200 mil pessoas acompanharam as corridas nos autódromos brasileiros, número considerado relevante para uma operação ainda em fase de crescimento.

A estratégia de internacionalização da NASCAR também influencia diretamente a operação brasileira. A criação de campeonatos locais em países como Brasil, México, Canadá e Europa faz parte de um plano global para expandir a presença da marca e desenvolver novos mercados.
“Queremos entregar entretenimento completo. Não é só a corrida, mas toda a experiência ao redor dela. Esse contato direto com o público é essencial para fortalecer a conexão com os fãs e também para criar valor para as marcas”, explica o Diretor.
O executivo destaca que a próxima fase será marcada pela expansão do portfólio de parceiros e pela continuidade dos investimentos em estrutura e visibilidade. A expectativa é ampliar significativamente o número de patrocinadores e fortalecer ainda mais o posicionamento da categoria no país.
“As marcas estão procurando formas mais criativas e relevantes de se conectar com o público. Nosso papel é entender o que cada parceiro precisa e construir soluções dentro do nosso ecossistema. É isso que transforma a NASCAR Brasil em uma plataforma de negócio e não apenas em uma competição esportiva”, conclui.
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