O comércio eletrônico brasileiro acumulou 33,9 bilhões de acessos nos últimos 12 meses, conforme apontam dados da SimilarWeb analisados pela Conversion, que analisou a performance de diferentes marcas e setores em novembro de 2025.
Os acessos por aplicativos cresceram 10,6%, indicando avanço consistente do mobile como principal canal de navegação e compra. Entre os segmentos analisados, o destaque de crescimento em novembro foi o de Esportes, que avançou 30,1%, com crescimento de 29,9% dos aplicativos do setor.
A Netshoes concentrou 40,5% do tráfego de aplicativos da categoria, somando cerca de 5,3 milhões de acessos, reforçando a preferência do consumidor por compras via mobile em produtos esportivos.
No recorte geral de marketplaces, o Mercado Livre lidera o e-commerce brasileiro com 15,3% de participação de mercado, seguido por Shopee, com 11,6%, e Amazon Brasil, com 10,4%. A Shein aparece com 4,4% de share.
As dez maiores lojas concentram 57,5% da audiência total do setor, evidenciando alto grau de concentração. No tráfego de aplicativos dentro do segmento de marketplace, a Shopee representa 39,2%, demonstrando força na estratégia mobile-first.
O setor de Cosméticos apresentou crescimento de 10% em novembro. A marca “Quem disse Berenice” registrou aumento de 275,2% no tráfego mensal, subindo 15 posições e alcançando a nona colocação.
A Sephora avançou uma posição, chegando ao quinto lugar. Os aplicativos da categoria cresceram 23,4%, totalizando cerca de 15,3 milhões de acessos. O Boticário lidera o tráfego em apps, concentrando 41,3% da audiência do segmento.
Moda & Acessórios também apresentou recuperação, com alta de 13,4% em novembro. A Reserva dobrou o tráfego mensal e subiu cinco posições, alcançando o décimo lugar. A Dafiti avançou uma posição e assumiu a segunda colocação no ranking setorial.
Os aplicativos cresceram 17,1%, somando aproximadamente 29,9 milhões de acessos. A Lojas Renner concentra 25,6% do tráfego de aplicativos da categoria, com cerca de 8 milhões de acessos.
Considerando o ranking e o market share do e-commerce brasileiro, calculado a partir da audiência em sites e aplicativos, as dez maiores lojas detêm 57,8% de toda a audiência nacional. O Mercado Livre aparece com 16% de participação, seguido pela Shopee, com 12,5%, e pela Amazon Brasil, com 9,7%.

Leitura de mercado
A análise dos canais de aquisição mostra que, após o tráfego direto, os mecanismos de busca são a principal fonte de visitantes para o e-commerce. A busca orgânica responde por 25,7% da audiência, enquanto a busca paga representa 23,2%.
O relatório aponta que as buscas revelam a intenção do consumidor e canalizam a demanda para as lojas virtuais, sendo consideradas o canal mais estratégico para o setor. A importância da experiência do usuário também é destacada como fator central para retenção e recorrência, conceito associado ao chamado SEO Experience.
Os dados consideram acessos realizados no Brasil por meio de dispositivos mobile, desktop e aplicativos Android, e reforçam a consolidação do mobile como vetor estrutural do comércio eletrônico nacional, ao mesmo tempo em que evidenciam a concentração de audiência nos principais players e a relevância estratégica dos mecanismos de busca na jornada de compra digital.
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