
De olho no potencial publicitário dos vídeos curtos, a Globo criou o GloboPop, plataforma de vídeos em formato vertical. A rede busca ampliar sua atuação no consumo mobile e entrar de forma direta na disputa por atenção em um território hoje dominado por TikTok, Kwai e Instagram Reels.
Ao contrário dos concorrentes, a novidade não opera como uma rede social aberta enão permite que usuários façam uploads de vídeos. A lógica é editorial, com controle da Globo sobre o que entra no feed e sobre a organização do conteúdo, o que posiciona a plataforma mais como um hub de distribuição de vídeo curto dentro do ecossistema da empresa.
A plataforma reúne conteúdos já produzidos pela própria Globo e seus canais digitais, incluindo cortes de programas de TV, trechos do Globoplay, conteúdos esportivos, bastidores de produções e adaptações de novelas para o formato vertical. Também fazem parte da oferta conteúdos desenvolvidos especificamente para o ambiente mobile, com foco em vídeos curtos e narrativas pensadas para consumo em tela de celular.

O lançamento se insere no movimento da Globo de reforçar presença em formatos de vídeo vertical, que concentram uma parcela relevante do consumo digital em dispositivos móveis. A iniciativa também amplia o controle da companhia sobre distribuição e dados de audiência, reduzindo a dependência de plataformas de terceiros para alcance e engajamento de conteúdo.
O GloboPop também já nasce estruturado para operar com publicidade, com previsão de formatos comerciais integrados ao feed e possibilidade de inserção de campanhas dentro do ambiente do aplicativo. A proposta é expandir o inventário digital da Globo em um formato nativo de consumo contínuo, alinhado ao comportamento de navegação em vídeos curtos.
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