
Os airbags da Volvo costumam sair dos testes de colisão cobertos por “marcas de batom”. A imagem poderia ser confundida com uma ação criada para o Dia dos Namorados, mas faz parte de uma metodologia utilizada há mais de uma década pela montadora sueca para estudar o comportamento do corpo humano durante acidentes, levando ao aperfeiçoamento dos sistemas de segurança.
Conhecidos informalmente como "dummy kisses", os rastros deixados nos airbags são produzidos a partir da aplicação de uma tinta marcadora no rosto dos bonecos utilizados nos testes de impacto. O objetivo é fornecer aos engenheiros uma leitura visual precisa sobre a interação entre o ocupante e os sistemas de proteção do veículo.
A técnica é utilizada no Centro de Segurança da Volvo Cars, laboratório desenvolvido para reproduzir diferentes cenários de acidentes observados nas ruas e estradas. Ao analisar as marcas deixadas após as colisões, os especialistas conseguem identificar exatamente onde ocorreu o primeiro contato da cabeça com o airbag e como o rosto deslizou sobre a superfície inflada durante o impacto.

Embora os testes modernos sejam repletos de sensores, câmeras de alta velocidade e medições complexas, as marcas visuais continuam desempenhando um papel importante. Elas ajudam a responder questões que os números, isoladamente, nem sempre conseguem mostrar com clareza, oferecendo uma camada adicional de análise para validar o comportamento dos sistemas de segurança.
A busca por precisão está diretamente ligada à filosofia da Volvo de estudar os diferentes perfis de ocupantes. Atualmente, a fabricante conta com cerca de 100 bonecos de colisão destinados a representar homens, mulheres e crianças de diferentes idades, pesos e estaturas, permitindo que os testes considerem uma ampla variedade de situações reais.

A lembrança da prática surge em um momento positivo para a operação brasileira da marca. Em 2025, a Volvo registrou recorde de vendas no país, com 9,7 mil veículos emplacados e participação de 20,7% no segmento premium. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo EX30, que encerrou o ano com 3,5 mil unidades vendidas, e pelo XC60, líder entre os SUVs híbridos premium, com 3,5 mil emplacamentos.
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