
O aumento da população 60+ produz efeitos concretos no varejo brasileiro e vem alterando os padrões de consumo, os hábitos de compra e as expectativas de atendimento. O Brasil reúne mais de 32 milhões de pessoas nessa faixa etária, e o grupo é responsável por movimentar entre R$ 1,8 trilhão e R$ 2 trilhões por ano em consumo, algo perto de 20% de todo o consumo privado nacional. A projeção é que essa fatia chegue a 35% até 2044.
Os dados compõem o guia "Geração Prateada – Como o consumidor 60+ consome, o que ele busca e como vender melhor para ele", do Sindilojas Porto Alegre. A publicação consolida dados de 39 levantamentos conduzidos entre 2017 e 2026 e retrata um consumidor cada vez mais relevante para o varejo, com maior poder de compra, crescente familiaridade com ferramentas digitais e preferência por experiências pautadas por autonomia, respeito e relacionamento.
Entre os principais resultados do estudo está o aumento contínuo da intenção de gastos desse consumidor. Nas ocasiões de consumo analisadas, o gasto médio e o tíquete médio registraram crescimento ao longo dos anos, com variações que chegaram a 143% e 148%, respectivamente, evidenciando a força econômica dessa faixa etária.

Embora os meios de pagamento digitais e compras online tenham avançado, a loja física segue como o principal canal de compra para esse público, especialmente quando associada a atendimento personalizado. Os fatores emocionais exercem peso relevante nas decisões de consumo: na escolha de presentes, por exemplo, conhecer os gostos de quem será presenteado aparece como critério tão importante quanto preço e qualidade.
O estudo também destaca a velocidade do envelhecimento da população brasileira. Hoje, pessoas com mais de 60 anos representam 15,6% dos habitantes do país, um contingente que cresceu 56% em pouco mais de uma década.. A relevância econômica do grupo se reflete no orçamento das famílias: cerca de 63% dos brasileiros na casa dos 60 anos são os principais responsáveis pela renda do domicílio, enquanto nove em cada dez contribuem financeiramente com parentes.
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