
Entender por que os produtos existem, como nascem, evoluem e desaparecem das prateleiras sempre foi mais do que uma curiosidade para Gustavo Amaral, tornou-se o fio condutor de uma carreira construída na interseção entre estratégia, inovação e execução. Hoje, à frente do Marketing da Bem Brasil, o executivo traduz essa inquietação em decisões que equilibram dados, sensibilidade cultural e visão de negócio, em um dos mercados mais dinâmicos e competitivos da indústria alimentícia.
Ao longo de sua trajetória, Gustavo passou por gigantes como Itaú, Sadia, Pernod Ricard, Faber-Castell, Bombril e empresas B2B globais, acumulando experiências em categorias tão diversas quanto alimentos, bebidas, bens de consumo, fragrâncias e inovação. Essa jornada multifacetada moldou uma liderança pautada pela escuta ativa, pelo estímulo à autonomia criativa dos times e por uma crença central: marcas fortes não nascem apenas da comunicação, mas da coerência entre produto, experiência e execução no ponto de venda.
Esse repertório ganhou novo fôlego quando assumiu o desafio de liderar o Marketing da Bem Brasil, marca que já conhecia como consumidor e que hoje se consolida como um dos principais cases de crescimento e construção de valor no setor. “Trabalhar com alimento é algo muito nobre. É o que sustenta as pessoas, o que está presente na rotina, nos momentos de prazer, encontro e afeto. Isso me puxa sempre de volta para esse universo”, afirma o executivo, que estará no CMO Summit 2026.

Um mercado em expansão, pressionado por novos hábitos e tecnologia
O cenário no qual Gustavo atua é marcado por transformações profundas no comportamento do consumidor. A categoria de batatas congeladas, historicamente associada à refeição tradicional, vem sendo impulsionada por novas ocasiões de consumo, crescimento do food service, avanço do delivery e popularização da airfryer – um eletrodoméstico que revolucionou o preparo doméstico e redefiniu expectativas sobre praticidade, textura e qualidade.
Apesar da liderança da Bem Brasil, comprovada pela Scanntech e Nielsen, a penetração da categoria ainda é considerada baixa no Brasil, o que abre espaço para expansão e disputa por novos públicos. “Existe uma oportunidade enorme de crescimento. Mais do que competir entre marcas, nosso maior desafio é trazer novos consumidores para a categoria, mostrando que a batata congelada pode estar presente em diversos momentos da vida”, explica.
Esse movimento exige uma atuação integrada entre inovação de produto, comunicação, trade Marketing e inteligência de mercado. O consumidor atual, mais exigente, espera experiências sensoriais semelhantes às do food service dentro de casa, o que impulsiona investimentos em tecnologia, embalagens, novos cortes, sabores e coberturas, além de estratégias focadas em conveniência, indulgência equilibrada e consumo compartilhado.

“O consumidor é soberano. Ele é o verdadeiro patrão da marca”
Para Gustavo, toda essa engrenagem só faz sentido quando parte de uma premissa clara: a centralidade absoluta do consumidor. “O consumidor é soberano. Ele é o verdadeiro patrão da marca. Não adianta criar algo porque a fábrica consegue produzir. É preciso entender por que alguém escolheria esse produto, em que ocasião, e qual valor real ele entrega”, afirma.
Essa lógica orienta o desenvolvimento de portfólio da Bem Brasil, que aposta em validações constantes, testes sensoriais e análise profunda de tendências. Um exemplo recente é a criação da linha de dadinhos de batata com queijo, bacon e vegetais, pensada para ocasiões de socialização, consumo como snack e momentos de entretenimento. “A ideia foi criar uma experiência mais próxima do boteco, do encontro com amigos, da celebração informal em casa”, explica.
A filosofia de liderança de Gustavo segue a mesma coerência. Ele defende um modelo baseado em diálogo, escuta ativa e construção coletiva. “Meu papel não é me colocar no centro, mas criar um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para trazer ideias, discordar e propor caminhos. Liderar é ouvir mais do que falar.”
Essa postura, segundo ele, fortalece a cultura interna, acelera decisões e gera times mais engajados, especialmente em empresas nacionais, onde a agilidade é uma vantagem competitiva.

Execução como diferencial competitivo e a força do ponto de venda
Outro pilar estratégico sob sua gestão é a excelência em execução. Para Gustavo, o Marketing não termina na campanha ou no planejamento: ele só se concretiza no ponto de venda. “A venda só acontece quando o produto passa pelo checkout. Se ele não está na gôndola, é uma oportunidade perdida. Simples assim”, resume.
Por isso, a Bem Brasil investe fortemente em trade Marketing, presença de promotores, materiais de PDV e estratégias de abastecimento, garantindo disponibilidade, visibilidade e experiência consistente no varejo. A lógica é de que em um ambiente de alta concorrência, estar presente, bem posicionado e com comunicação clara faz toda a diferença na decisão de compra.
Essa obsessão por execução também orienta as iniciativas de Marketing de influência e presença digital, que priorizam comunidades, autenticidade e relevância cultural, como as parcerias com o Jovem Nerd e ativações voltadas ao público jovem-adulto, estimulando novos hábitos de consumo.

Construção de marca em mercados tradicionais: o próximo grande desafio
Mesmo liderando uma marca com quase metade do market share da categoria, Gustavo vê na construção de marca o maior desafio estratégico da Bem Brasil. “Construir relevância em mercados tradicionais exige consistência, tempo e propósito. Nosso nome carrega o Brasil, e isso precisa ser traduzido em valor, orgulho e diferenciação”, frisa.
É justamente esse tema que o executivo levará ao CMO Summit, onde discutirá os caminhos para fortalecer marcas em categorias maduras, equilibrando inovação, performance e identidade. “O evento é um espaço real de troca. Você sobe ao palco para ensinar, mas aprende tanto quanto. Saio sempre transformado, com mais repertório do que quando entrei”, pontua.
Para os profissionais de Marketing, o executivo aconselha a ter curiosidade e construir relações. “Sempre aprendemos algo novo todos os dias. O mercado parece grande, mas é pequeno. As pessoas se reencontram. Trate todos com respeito, porque isso sempre volta”, conclui.
Esteja com Gustavo no CMO Summit 2026. O evento acontece nos dias 25 e 26 de março, no Expo Center Norte, em São Paulo, reunindo executivos que discutem a evolução do Marketing nas organizações brasileiras. Inscreva-se já.
Leia também: Por que o CMO Summit virou o principal termômetro das decisões estratégicas do Marketing no Brasil?

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