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Creator Economy entra em fase de institucionalização e projeta US$ 33,5 bilhões no Brasil até 2034

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6 de jan. de 2026

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Notícias

A Creator Economy atravessa um ponto de inflexão histórico. O ciclo entre 2024 e 2025 marcou o encerramento da fase experimental e o início de um processo de institucionalização que altera, em grande escala, as lógicas de investimento, operação e mensuração da influência digital.

Esse avanço sustenta a expansão acelerada da Creator Economy no Brasil. O mercado brasileiro alcançou US$ 5,47 bilhões em 2025 e tem projeção de atingir US$ 33,5 bilhões até 2034, com uma taxa de crescimento anual composta de aproximadamente 22,34% entre 2026 e 2034, conforme apontam dados publicados no relatório “O Horizonte da Creator Economy no Brasil”, da Noodle.

No contexto regional, o Brasil se posiciona como principal força da Creator Economy na América Latina, região que deve crescer de US$ 38,5 bilhões em 2025 para mais de US$ 112 bilhões em 2031.


Carolina Rossettini, COO e sócia da Noodle, avalia que a Creator Economy no Brasil deixou de ser um território de experimentação e passou a operar como uma indústria. Em 2026, a discussão não será mais sobre alcance ou likes, mas sobre previsibilidade de receita, compliance e conversão real. 

O preâmbulo de um ano promissor

O ano de 2026 deverá se caracterizar por um ambiente mais racionalizado, regulado e integrado às estratégias centrais de Marketing e vendas. Esse movimento ocorre em paralelo a uma transformação estrutural do investimento publicitário no país. Entre janeiro e setembro de 2024, a Internet concentrou 39,5% de todo o investimento em mídia, o equivalente a R$ 7,045 bilhões. 

No mesmo período, a TV aberta respondeu por 37,7%, somando R$ 6,726 bilhões. Trata-se da primeira vez em que o digital supera a televisão aberta em volume financeiro, consolidando uma mudança de paradigma no planejamento de mídia.

A inversão se torna ainda mais clara quando observada em perspectiva histórica. Em 2022, a TV aberta ainda liderava o share de investimento, com 41,7%, enquanto a Internet registrava 35,7%. Em 2023, o gap foi reduzido, até que, em 2024, o digital assumiu a liderança. Para 2026, o relatório indica que campanhas passam a ser concebidas a partir de uma lógica digital-first, com a televisão atuando como meio complementar de cobertura.

Especificidades da mudança

A fragmentação do antigo conceito de horário nobre reforça essa dinâmica. A atenção do consumidor passa a ser disputada de forma contínua e distribuída ao longo do dia, exigindo presença permanente das marcas. Dados do relatório indicam que 61% dos profissionais de Marketing planejam aumentar os investimentos em influência nos próximos 12 meses, com foco em contratos contínuos e estruturas always-on.

Pensando nisso, em vez de concentrar grandes orçamentos em peças únicas, marcas passam a direcionar recursos para redes com dezenas ou centenas de criadores, gerando milhares de variações criativas testadas em tempo real. Essa lógica desloca parte relevante do investimento de produção para modelos descentralizados e orientados por performance.


Em função disso, comenta Carolina, os criadores estão sendo incorporados às estratégias de vendas das marcas, e não mais apenas às de comunicação. Quem não conseguir provar impacto econômico, seja em vendas, aquisição ou retenção, tende a ficar fora dos grandes orçamentos. É uma mudança estrutural: influência deixa de ser mídia e passa a ser infraestrutura de negócio.

Entre os vetores de crescimento mais relevantes está o avanço do retail media. Na América Latina, o investimento no setor deve saltar de US$ 1,84 bilhão em 2024 para US$ 5,45 bilhões em 2028. No Brasil, esse crescimento se conecta diretamente ao social commerce.

O TikTok Shop, por exemplo, registrou crescimento de receita de 26 vezes em seus primeiros meses de operação no país, reforçando a influência como canal direto de vendas.

Desdobramentos estruturais

Essa transformação impacta diretamente os modelos de remuneração. O cachê fixo isolado perde espaço para estruturas híbridas, que combinam um fee base com parcelas variáveis atreladas a métricas de desempenho. Em determinados contextos de e-commerce, canais de afiliados já representam até 49% das vendas, enquanto 37% das empresas indicam crescimento nos orçamentos destinados a esse modelo.

A eficiência da cauda longa se torna um diferencial estratégico. Nano-influenciadores apresentam taxas médias de engajamento entre 4% e 8%, enquanto perfis com mais de 500 mil seguidores ficam abaixo de 1,5%. Para 2026, o relatório projeta o uso crescente de plataformas capazes de gerenciar simultaneamente redes com centenas de criadores, ampliando o impacto agregado com menor custo unitário.

O amadurecimento do mercado também se reflete no avanço regulatório. A discussão sobre a regulamentação da atividade de influenciadores inclui temas como jornada de trabalho, vínculo empregatício, formalização fiscal e responsabilidade das plataformas. A tendência é de maior exigência por CNPJ e conformidade tributária, especialmente por parte de grandes anunciantes.


Evolução do mercado

Esse cenário se desenvolve em um mercado cada vez mais competitivo. O número de influenciadores no Brasil cresceu 67% em apenas um ano, passando de 1,2 milhão em março de 2024 para 2 milhões em março de 2025. A expansão acelera a profissionalização e amplia a demanda por soluções financeiras e de gestão.

Apesar da evolução, a mensuração permanece como desafio central. Cerca de 82% dos líderes de Marketing ainda relatam dificuldades em medir o impacto real das campanhas de influência. Ao mesmo tempo, 69% dos CMOs indicam que resultados de negócio, como vendas e conversão, já são a principal prioridade, superando métricas de awareness, citadas por 41%.

Para 2026, a Creator Economy deixa de ser apenas um setor de mídia e se consolida como um segmento econômico industrializado. Para marcas, o desafio passa a ser operacionalizar a complexidade. Para criadores, a sobrevivência depende da profissionalização. Para investidores, o valor se concentra na infraestrutura que conecta marcas, plataformas e criadores em escala.

Leia também: Creator Economy se expande com novas formas de monetização além da publicidade

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Ian Cândido

Repórter

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