O trabalho de relações públicas passou a ocupar um papel estratégico nas empresas brasileiras: 72% das companhias perceberam impactos positivos do PR ao longo de 2025, seja em indicadores de comunicação, seja diretamente nos resultados de negócio.
O levantamento ouviu 33 organizações de diferentes setores em dezembro e mostra um avanço relevante na maturidade da área. Entre os respondentes, 39% relataram ganhos expressivos em awareness e branding, enquanto 33% afirmaram que o PR foi determinante para gerar impacto direto nos negócios, contribuindo para crescimento comercial, fortalecimento de marca e vantagem competitiva.
Apenas 9% disseram não ter identificado retorno, e 18% informaram não contar com uma área dedicada ou parceiro especializado em PR. Os dados reforçam a consolidação do PR como um ativo estratégico.

O estudo também mostra que nenhuma das empresas que já utilizam o serviço pretende reduzir investimentos na área em 2026, mesmo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador e das incertezas típicas de um ano eleitoral. Pelo contrário, 10% planejam ampliar o investimento, seja com novas contratações, seja com a revisão de fornecedores e modelos de atuação.
O resultado reflete uma mudança estrutural na forma como a comunicação é encarada dentro das organizações. A construção de reputação deixa de ser consequência e passa a ser causa, influenciando diretamente vendas, retenção, atração de talentos e percepção de mercado.
A pesquisa indica que marcas que investem em narrativas consistentes reduzem a dependência de mídia paga, ampliam sua legitimidade junto aos públicos estratégicos e constroem relações mais duradouras.

PR como motor de competitividade
Na prática, o levantamento mostra que os impactos do PR se distribuem por diferentes dimensões do negócio. O efeito mais citado está no aumento de presença e expansão de visibilidade, fortalecendo autoridade e posicionamento. Em seguida, aparecem os ganhos comerciais, associados à geração de demanda, influência na decisão de compra e apoio ao funil de vendas.
Outros benefícios recorrentes incluem o fortalecimento do relacionamento com stakeholders, a ampliação da influência institucional, além de impactos em talento, cultura organizacional e reputação empregadora. Essa diversidade de resultados indica que o PR evoluiu de uma função tática para uma alavanca multifuncional, capaz de integrar Marketing, comunicação corporativa, vendas e gestão de marca.
O estudo também aponta que, em setores mais complexos ou em processo de amadurecimento, como tecnologia, cibersegurança e inovação, o PR desempenha papel central na educação do mercado, na construção de credibilidade e na redução de barreiras à adoção de novas soluções. Já em empresas com atuação global, a disciplina se destaca como diferencial competitivo, ampliando presença internacional e abrindo novas oportunidades comerciais.

Planejamento e estratégia ganham protagonismo
Os dados dialogam com levantamentos da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), que indicam que empresas com planejamento estruturado em comunicação têm 63% mais chances de alcançar resultados consistentes e manter relacionamento duradouro com a mídia especializada. O alinhamento entre objetivos estratégicos, definição clara de públicos e métricas de desempenho aparece como fator crítico para transformar visibilidade em valor de negócio.
Nesse contexto, a pesquisa reforça que o PR passa a ser cada vez mais orientado por dados, metas e indicadores, abandonando práticas reativas e pontuais. O planejamento de assessoria de imprensa, segundo o estudo, torna-se essencial para garantir que cada pauta gere impacto real, fortaleça o posicionamento da marca e contribua para os objetivos corporativos.
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