
69% dos brasileiros de até 27 anos acompanharam a Copa do Mundo por plataformas gratuitas de streaming, como a CazéTV no YouTube, enquanto 49% recorreram à TV aberta. Entre as pessoas com 28 anos ou mais, o cenário é inverso: 66% assistiram aos jogos pela televisão e 56% utilizaram o streaming gratuito.
O recorte faz parte de um estudo da bYouth e comprova que a disputa pela audiência do principal evento do futebol mundial deixou de ser travada apenas entre as emissoras e passou a envolver as plataformas digitais, os criadores de conteúdo e as novas formas de interação nas redes sociais.
Entre os entrevistados que assistiram à Copa, 38,3% afirmam acompanhar futebol durante todo o ano, percentual superior aos 24,9% que dizem se interessar principalmente pelo Mundial. Além disso, 53,3% afirmam acompanhar intensamente a competição, indicando que o torneio mobiliza uma base de torcedores já existente, e não apenas os espectadores ocasionais.
Para as marcas, os resultados indicam que o patrocínio oficial, sozinho, já não garante protagonismo. Nike (45,5%), Adidas (35%) e Coca-Cola (24,7%) lideram a lembrança espontânea dos entrevistados quando pensam na Copa do Mundo. Embora 39,1% afirmem que o patrocínio aumenta muito a confiança em uma marca, 24,5% dizem que ele não faz diferença. Entre os jovens, campanhas com humor e emoção empatam como os formatos de comunicação que mais chamam atenção, ambos citados por 47% dos entrevistados.

Streaming avança, mas TV mantém relevância
A preferência pelo streaming não está relacionada apenas ao dispositivo utilizado, mas também à experiência oferecida pelas plataformas. Entre os fatores mais valorizados pelos entrevistados estão qualidade da imagem (80%), acesso gratuito (73%), ausência de delay (67%) e menor quantidade de anúncios (63%).
Em contrapartida, falhas técnicas fazem 47,5% abandonarem uma transmissão, enquanto 42% afirmam que deixariam de assistir a um jogo caso fosse necessário pagar pelo acesso. O perfil da amostra ajuda a explicar essa preferência. 59% dos entrevistados têm renda de até R$ 3.500,00 por mês, característica que reforça o peso do custo na escolha das plataformas.
De modo geral, a televisão continua sendo a principal tela para acompanhar as partidas. Ela foi utilizada por 82% dos entrevistados, enquanto o smartphone ganhou relevância entre o público de até 27 anos, com uso de 37%, contra 25% entre os participantes de 28 anos ou mais. O consumo também permanece concentrado nas transmissões ao vivo: 85,2% assistem aos jogos completos, enquanto 22,1% acompanham os melhores momentos e 21,1% consomem lances curtos e memes.

O social em dois mundos
A forma de acompanhar a Copa também mudou fora das transmissões. 74% dos jovens seguem creators de futebol, e redes como Instagram, YouTube e TikTok lideram o consumo de conteúdo. Os portais jornalísticos aparecem entre as principais fontes de informação para apenas 13% desse público, contra 22% entre os entrevistados de 28 anos ou mais.
A pesquisa também mostra que a Copa continua sendo um evento vivido principalmente dentro de casa. Cerca de 81% dos participantes assistiram aos jogos na própria residência ou na casa de amigos e familiares. Entre os jovens, porém, cresceu o hábito de acompanhar as partidas sozinho (25%, contra 18% no grupo de 28 anos ou mais), indicando que parte da interação migrou para chats, redes sociais e aplicativos de mensagens.
Quando o assunto é o tipo de partida que mais desperta interesse, o equilíbrio supera o espetáculo. Os jogos com resultado incerto são os favoritos de 62,3% dos entrevistados, enquanto as partidas com muitos gols aparecem com 35,4% e goleadas com 31,2%. 32% afirmam assistir a qualquer confronto da Copa, independentemente das seleções envolvidas, reforçando que o interesse está cada vez mais associado ao evento do que apenas aos times favoritos.
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