
As conversas sobre canetas emagrecedoras, como são conhecidos os medicamentos à base de análogos de GLP-1, ganharam espaço nas redes sociais e passaram a envolver públicos e categorias que vão além da saúde. Estudo da Winnin mostra que 31,8% da audiência dos conteúdos sobre GLP-1 é formada por homens, enquanto a faixa de 25 a 34 anos concentra o maior interesse pelo tema.
A análise considerou mais de 233 mil vídeos em inglês, espanhol e português publicados no Instagram, YouTube, TikTok, Facebook e Twitch. Entre os conteúdos avaliados está a hashtag #GLP1Community, voltada ao compartilhamento de experiências sobre o tratamento, que registrou crescimento de 96% no volume de vídeos em três anos.
O levantamento também mostra que o interesse pelo tema atravessa diferentes gerações. Embora o grupo de 25 a 34 anos seja o mais engajado, a conversa também aparece entre adolescentes de 13 a 17 anos. Em alguns mercados, o crescimento da relevância dos análogos de GLP-1 foi ainda mais acentuado no último ano. México e Índia registraram alta de 343,9%**, seguidos por Brasil, com 209,8%, e França, com 205,8%.

GLP-1 sobre oportunidades para diferentes categorias
A expansão da conversa nas redes também muda o território de atuação das marcas. 40% do engajamento relacionado ao GLP-1 acontece fora da categoria de saúde. Comidas e Bebidas respondem por 19,5% das interações, enquanto Beleza e Moda representam 8,1% e Finanças, 3,9%.
Os suplementos alimentares, por exemplo, ganham espaço nas conversas. A busca por informações sobre composição e qualidade também aumenta a atenção aos rótulos e à transparência nutricional dos produtos. A comunidade formada em torno do GLP-1 também se conecta a conteúdos sobre cuidados com pele e cabelo. Na alimentação, a discussão migra da simples redução de calorias para a busca por cardápios personalizados e novas formas de consumir alimentos.

Apesar de a conversa sobre GLP-1 ser global, os interesses associados ao tema variam de acordo com o país. No Brasil, o emagrecimento aparece ligado principalmente ao exercício físico. No México, a discussão ganha um componente mais associado às consequências estéticas do uso dos medicamentos. Já nos Estados Unidos, o tema se aproxima mais diretamente das relações com alimentação e comida.
A diferença reforça a necessidade de compreender o contexto cultural antes de associar produtos e campanhas ao universo dos medicamentos para emagrecimento. O uso das canetas já influencia decisões de consumo relacionadas a alimentação, atividade física, beleza e planejamento financeiro.
A mudança também cria uma comunidade digital própria. Nas redes, usuários compartilham expectativas, experiências e possíveis efeitos colaterais, muitas vezes antes mesmo de buscar orientação médica.
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