
Estamos em 2026, mas infelizmente ainda tem muita empresa que está mais preocupada com o fim do mês do que com o fim do mundo, como já dizia um dos grandes nomes do mundo do Marketing, João De Simoni, um dos pais do Marketing Promocional no Brasil. E olha que ele falava sobre promoção.
Promoções, ofertas, campanhas…tudo isso não serve apenas para gerar venda, mas experimentação de um consumidor que ainda não lhe conhece, relacionamento com os clientes recorrentes, ativação de quem está adormecido na base e, sim, pode construir marca e um negócio sustentável ao longo dos anos se feito da maneira correta, com consistência e reinvenção constante.
A grande questão é que hoje muitas marcas ainda hoje estão pensando somente no curto prazo. Contraditoriamente, esse problema tem se agravado nos últimos anos pelo fato da ascensão do Marketing ao papel de gerador de demanda das companhias. O Marketing hoje está umbilicalmente ligado ao lucro ou prejuízo das empresas.

Conforme já noticiamos aqui em diversas reportagens e editoriais nos pelo menos últimos dois anos: se antes os Diretores de Marketing e (ou CMOs) eram responsáveis “apenas” pela gestão da marca e da comunicação, muitos estão no board das empresas com o papel estratégico de serem motores do crescimento.
E, aqui, existem apenas dois caminhos para crescer: mexer visão, na estrutura e na cultura da companhia para crescer em médio a longo prazo, ou recorrer a anabolizantes de crescimento no curto prazo para entregar um resultado pintado de verde no balanço e todos garantirem seus empregos e seus bônus.
Exemplos não faltam. Olhe para o mercado hoje: veja a quantidade de grandes empresas que não se reinventaram, ficaram paradas no tempo, e viram um novo concorrente surgir oferecendo um produto, um serviço e/ou um relacionamento melhor. Não se engane creditando apenas ao cenário externo as dificuldades das empresas, pois temos muitas marcas no mesmo mercado com resultados diametralmente opostos.

O que estamos assistindo são empresas vendendo o almoço para comprar a janta por deixarem de fazer o básico, que é gerar valor para toda a sua cadeia de stakeholders e, em especial, ao seu cliente. Muitas companhias ainda não acordaram que precisam repensar o seu produto, serviço e/ou relacionamento.
Muitas marcas ainda não acordaram para a mina de ouro em que estão sentadas diante de uma base de milhões de clientes que não estão gastando “todo o seu dinheiro” com ela. É o jogo do balde furado: entra um monte de cliente novo vindo de campanhas que sangram a margem e outro monte que sai porque não enxerga valor do que está comprando ou usando.
Uma empresa tem comportamento semelhante a nós humanos. Precisamos tomar café, almoçar e jantar para ficar de pé. Se a marca está vendendo o almoço para comprar a janta, uma hora ela vai cair no chão por falta de alimentação. E o Marketing tem papel fundamental nessa dieta, pois ele é o responsável por plantar a semente, regar, colher, preparar a comida, servir, tirar a mesa e lavar a louça. E não estamos falando de tarefas domésticas.
Leia também: Quanto custa um erro de Marketing?
COMPARTILHAR ESSE POST










