Entre a correria de fim de ano e o desejo de começar 2026 com algo novo, há uma velha conhecida que lidera as vendas da Black Friday e do Natal ano após ano: a televisão - mesmo 75 anos depois e diante de um mercado cada vez mais fragmentado por novas tecnologias como dispositivos móveis e telas individuais.
Presente em quase todos os lares brasileiros, a TV segue como o principal dispositivo de consumo audiovisual dentro de casa, especialmente em períodos de maior apelo promocional.
O comportamento do consumidor reforça esse movimento. Na Black Friday de 2025, a categoria de televisores foi um dos destaques do e-commerce brasileiro, registrando faturamento de R$ 443,2 milhões. Os números indicam uma demanda crescente por modelos de maior valor agregado e telas maiores.
Esse interesse já vinha se desenhando ao longo do ano. No primeiro semestre de 2025, a busca por TVs acima de 75 polegadas cresceu 37% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a GfK. Na Black Friday, as vendas desses modelos voltaram a se destacar, com relatos de estoques quase esgotados em alguns mercados. Ainda que os modelos mais vendidos sigam em faixas de preço mais acessíveis, o avanço das telas maiores aponta para uma mudança clara nas expectativas do consumidor.

A ampliação do tamanho das telas e o investimento em tecnologias de imagem e som acompanham a consolidação da casa como principal espaço de consumo de conteúdo audiovisual. Com o avanço do streaming e o aumento do tempo dedicado ao entretenimento doméstico, atributos como qualidade de imagem e áudio passaram a ter peso maior na decisão de compra.
Mais do que acesso ao conteúdo, o consumidor passou a buscar qualidade de experiência. A popularidade de transmissões esportivas, séries e filmes vistos em casa elevou a expectativa sobre imagem e som, aproximando o consumo doméstico da sensação de estar no cinema ou em um evento ao vivo. Quanto maior o envolvimento com o conteúdo, maior a disposição para investir em telas maiores e tecnologias que ampliem a sensação de imersão.
Aqui na Dolby desenvolvemos tecnologias, como Dolby Vision e Dolby Atmos, que são voltadas à melhoria da experiência do usuário, atendendo a uma demanda crescente por maior fidelidade audiovisual dentro de casa.

Para as marcas, o desafio está em comunicar essas inovações com clareza e realismo, sem desconsiderar o contexto econômico do país. O crescimento do segmento premium não elimina as restrições de acesso, mas sinaliza uma reconfiguração do mercado, em que a TV deixa de ser apenas um item funcional e passa a concentrar investimentos mais relevantes dentro do orçamento doméstico de determinados públicos.
Se 2025 se consolida com a televisão como um dos principais motores de venda do varejo eletrônico no fim de ano, 2026 já se desenha como mais um período estratégico para a categoria, com a aproximação da Copa do Mundo - tradicionalmente um novo pico de demanda no mercado brasileiro.
Esse movimento é sustentado por um fator cultural: a centralidade do conteúdo audiovisual no consumo doméstico do país. A forte cultura do futebol, a tradição das telenovelas e a rápida adoção de serviços de streaming ajudam a explicar por que o Brasil figura entre os maiores mercados globais para plataformas como Netflix e Amazon Prime Video.
Em um cenário cada vez mais orientado ao consumo de séries, filmes e eventos esportivos em casa, a TV segue como o principal dispositivo para viabilizar essas experiências - mantendo sua relevância nas decisões de compra ano após ano.
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