MADE POSSIBLE BY

Powered by

MADE POSSIBLE BY

Powered by

MADE POSSIBLE BY

Powered by

O plano da Unico Skill para transformar educação em benefício corporativo

COMPARTILHAR ESSE POST

Tempo de Leitura 5 min

DATA

CATEGORIA

Reportagens

Historicamente, o mercado de benefícios corporativos no Brasil concentra os investimentos em saúde, alimentação e transporte, categorias moldadas ao longo de décadas por demandas específicas de cada momento do mercado de trabalho. As ofertas educacionais raramente ocupam esse espaço e, quando isso acontece, se resumem a treinamentos pontuais voltados a lideranças e outros talentos.

Esse foco deixa de fora da equação a força operacional que garante a rolagem cotidiana das engrenagens do negócio. Foi olhando para essas pessoas que a Unico Skill abriu uma nova frente de benefícios no Brasil, propondo que a educação seja oferecida e tratada com a mesma estrutura de um plano de saúde ou de um vale-refeição.

À frente do Marketing da companhia está Thaís Azevedo, uma das palestrantes confirmadas do B2B Summit 2026. A profissional passou boa parte da carreira refinando a estratégia de marcas de consumo e tecnologia como Uber, Netshoes e outras companhias de varejo, moldando uma visão de Marketing construída sobre ciclos de compra curtos e categorias já consolidadas diante do público. 

A chegada à Unico Skill representou uma ruptura direta nesta trajetória. "Antes de eu pegar a atenção da pessoa pelo que eu sou como categoria e pela minha proposta de valor, eu tenho que construir confiança e eu tenho que explicar quem eu sou", resume a executiva, descrevendo o desafio de convencer os profissionais de recursos humanos de que a educação corporativa pode, e deve, ser tratada como um benefício.


Construindo uma categoria

A empresa recorre com frequência a comparações com frentes já consolidadas, como os planos de saúde, as academias e o vale-refeição, no esforço de mostrar aos RHs e aos CEOs que o aprendizado contínuo passou a ser condição de sustentabilidade dos negócios, e não apenas um diferencial voltado a poucos.

Isso porque, diferente de setores como o delivery ou o varejo, em que a categoria já é reconhecida pelo consumidor, a Unico Skill precisa construir a percepção de que educação é, de fato, um benefício. "Quando nós falamos em benefício, estamos falando em resolver um problema estrutural e, portanto, precisamos construir confiança para convencer o RH e  impactar a base operacional das empresas”, afirma a executiva. 

Os números indicam que a mensagem tem sido bem compreendida tanto pelo mercado, quanto pelos colaboradores impactados. Além de um índice de crescimento satisfatório, que inclui parcerias com marcas como a Solar Coca-Cola, Nestlé, Pague Menos e Heineken, 91% dos usuários com acesso ao benefício declaram-se satisfeitos, e 90% afirmam que não estariam estudando caso não contassem com a oferta.

Olhando para frente, a Unico Skill projeta uma fase de evolução de produto voltada à ampliação de acesso, especialmente entre os colaboradores que não possuem computador ou familiaridade com as plataformas digitais tradicionais. A empresa está desenvolvendo um aplicativo próprio e uma tecnologia de inteligência artificial generativa batizada de Sophie, que conversa com o usuário, auxilia na escolha de cursos e realiza matrículas diretamente pelo WhatsApp, canal identificado como mais familiar para públicos das classes C, D e E. 


O que há por trás do sucesso

Ao chegar à Unico Skill, Thais Azevedo foi descrita pelo CEO da companhia como uma profissional "ambidestra", capaz de transitar entre a entrega de resultado de curto prazo e a construção de marca de longo prazo — uma característica que ela credita à experiência acumulada no setor de delivery, onde o ciclo de compra reduzido torna essa dualidade praticamente obrigatória. "A performance garante o resultado de hoje e o branding garante a construção de um negócio sustentável", resume.

Há ainda uma terceira camada que orienta as decisões de Marketing da companhia: a adoção. Como o modelo de negócio é B2B2C, o RH compra o produto, mas o valor só se concretiza quando o colaborador de fato utiliza a plataforma. "A nossa régua de sucesso não é só a venda, o importante é que a marca se torne rotina na vida das pessoas. Nós ficamos felizes quando fechamos um contrato com uma empresa, mas celebramos muito quando vemos índices altos de adesão, quando vemos que o colaborador está, de fato, usando o nosso benefício", pontua a executiva. 


Entre os temas mais procurados na plataforma, os cursos de idiomas lideram o ranking, com destaque para o inglês. Em seguida aparecem os cursos relacionados a inteligência artificial e tecnologia, que vão de conteúdos introdutórios sobre o funcionamento de modelos de IA até formações técnicas voltadas a engenheiros. Fecham o grupo os cursos de soft skills e as mentorias, ligados ao desenvolvimento de habilidades humanas.

Entre o B2C e o B2B

Thais avalia que a principal diferença da cadeira atual em relação ao B2C não está nas ferramentas utilizadas, praticamente as mesmas em ambos os contextos, mas na intensidade com que cada uma é empregada. As relações públicas e a produção de conteúdo, por exemplo, ganham protagonismo muito maior no ambiente B2B, com dedicação exclusiva de profissionais à construção de autoridade.

"Eu voltei para o modo aprendiz. Tive uma carreira de 20 anos no B2C e venho aprendendo muita coisa nova no B2B. Mas eu acho que, hoje, todo mundo está no nível aprendiz de certo modo. Com a chegada da IA, todo mundo está tendo que se reinventar. Eu fiz isso duplamente quando eu fui para o B2B, porque além de tudo eu tive que aprender também uma nova disciplina", reflete a CMO.

 

Os eventos também mudam de função: deixam de ser vitrines de entretenimento e passam a cumprir papel de aprofundamento de relacionamentos. "No B2B, um evento é relacionamento, é profundidade, é relação, é conexão, é construção de autoridade também", descreve.

O B2B Summit 2026 marca a estreia da profissional em um evento do setor na condição de executiva B2B. A executiva descreve o momento como uma continuidade da própria transição profissional, iniciada há pouco mais de um ano, e pretende usar o painel para desconstruir a ideia de que profissionais de B2C precisam se reinventar por completo ao migrar para o B2B.

"A confiança é uma construção desafiadora, mas eu estou gostando muito de aprender sobre como construir essa confiança com as ferramentas de Marketing, mexendo nas intensidades e trabalhando bastante esse olhar de autoridade de marca e profundidade dos conteúdos", finaliza.

Leia também: “Hierarquia não pode atrapalhar a convivência nem a interação”, diz Alexandre Nogueira



COMPARTILHAR ESSE POST

Ian Cândido

Repórter

AUTOR

Ian Cândido

Repórter

AUTOR

Tempo de Leitura 5 min

Posts relacionados em

Reportagens

não perca uma novidade!

Inscreva-se e receba todas as novidades
de marketing. Entre na comunidade!

Inscreva-se na newsletter para receber as últimas notícias do

Mundo do Marketing na sua inbox.

Formulário enviado com sucesso!

não perca uma novidade!

Inscreva-se e receba todas as novidades
de marketing. Entre na comunidade!

Inscreva-se na newsletter para receber as últimas notícias do

Mundo do Marketing na sua inbox.

Formulário enviado com sucesso!

O Mundo do Marketing é o principal portal jornalístico sobre o tema no Brasil, acessado por mais de 500 mil habitantes, entre VPs, Diretores, Gerentes, Coordenadores e Analistas de Marketing.

COPYRIGHT © mundo do marketing - todos direitos reservados

explorar