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Mulheres são maioria dos criadores de conteúdo no Brasil

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Tempo de Leitura 2 min

DATA

17 de abr. de 2025

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Notícias

As mulheres representam 87% dos criadores de conteúdo no Brasil, conforme aponta o novo “Censo de Criadores de Conteúdo no Brasil”, da Wake Creators. Com quase cinco mil participantes, o levantamento oferece um retrato detalhado sobre quem são os influenciadores do país, como atuam, quais são seus desafios e perspectivas.

Em relação à faixa etária, a Geração Millennial (entre 27 e 46 anos) lidera com 71% dos participantes, seguida pela Geração Z (de 18 a 26 anos), que representa 24%. Geograficamente, a concentração maior está na região Sudeste, com 56% dos criadores, seguida pelo Nordeste, com 18%, o Sul, com 14%, o Centro-Oeste, com 8%, e o Norte, com 4%.

O estudo também confirma a força dos micro influenciadores, que têm ganhado cada vez mais relevância nas estratégias das marcas. 83% dos criadores têm até 100 mil seguidores. Entre eles, uma grande parte possui entre 10 mil e 50 mil, demonstrando que a proximidade com o público e o alto engajamento são diferenciais importantes na comunicação digital atual.


Apesar do crescimento da profissão, a monetização ainda é um desafio significativo. Apenas 9% dos criadores têm na produção de conteúdo sua principal fonte de renda. A Geração Z, no entanto, se destaca como a mais bem posicionada nesse aspecto, indicando maior adaptação ao ambiente digital e a novas formas de geração de receita.

Outro ponto que chama atenção é a falta de liberdade criativa. De acordo com o censo, 41% dos influenciadores afirmam que não têm autonomia total em seus trabalhos ou que ela se limita a apenas alguns projetos. Muitos relatam que ainda existe um controle excessivo das marcas sobre a narrativa das campanhas, o que impacta diretamente na autenticidade da mensagem.

O estudo também evidencia que a influência digital já é vista como uma carreira desejada por grande parte dos jovens. Cerca de 75% dos brasileiros nessa faixa etária manifestam o desejo de atuar como criadores de conteúdo. No entanto, a estrutura profissional ainda é escassa. A maioria não consegue viver exclusivamente da produção de conteúdo e 86% gerenciam suas carreiras sozinhos, sem apoio especializado.


Para Julia Affonseca, diretora de Negócios e Operações da Wake Creators, dar visibilidade a esses dados é essencial para a evolução do setor. Os bastidores da creator economy e seus impacto no mercado ainda são pouco falados, e por isso, é essencial dar voz aos criadores para trazer dados concretos que ajudem a entender quem são, como trabalham, quais suas dores e expectativas.

Ela destaca a urgência de se ampliar os debates sobre estrutura e profissionalização da área, já que estamos diante de uma geração que já enxerga a influência como profissão. Mas, para que ela seja de fato viável, é preciso avançar em regulamentação, boas práticas e educação sobre o mercado. Isso é especialmente importante para criadores de nicho e de comunidades, que muitas vezes atuam de forma independente, com pouco acesso a recursos, formação e oportunidades.

Leia também: Hiperprofissionalização: a palavra da vez no mercado de Influência

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Ian Cândido

Repórter

AUTOR

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