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Fim do lead pelo lead: o novo GTM orientado por receita

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Fim do lead pelo lead: o novo GTM orientado por receita

Por muitos anos, o crescimento B2B foi guiado por uma lógica simples: gerar o maior número possível de leads. O problema é que volume sozinho não garante receita. Em ciclos de compra mais longos, múltiplos decisores e CAC crescente, leads sem aderência ao perfil ideal apenas inflam relatórios e reduzem eficiência comercial.

Esse modelo também criou a distorção em que cada área opera por métricas diferentes. Enquanto as áreas de marketing comemoram metas batidas, a área de vendas questiona a qualidade, timing e aderência das oportunidades recebidas. 

Por isso, empresas mais maduras estão substituindo a quantidade por inteligência comercial. O foco sai da captura indiscriminada e vai para identificar contas certas, no momento certo, com mensagens mais relevantes.

Por que o MQL perdeu relevância isoladamente

Muitos decisores chegam ao processo já com preferências formadas, fornecedores em consideração e expectativas mais altas sobre a experiência ao longo da jornada. Um estudo da Forrester mostra que 92% dos compradores B2B iniciam o processo com ao menos um fornecedor em mente, e 41% já começam com um favorito definido. 


Isso desloca o papel do marketing para etapas anteriores de maneira mais estratégica: influenciar cedo, educar melhor o mercado e identificar contas com real potencial de compra. Medir apenas geração de leads é olhar tarde demais para uma decisão que começou antes.

Quando o trabalho é bem executado, o handoff para vendas deixa de ser apenas volumoso e passa a ser mais qualificado. Em vez de repassar contatos pouco maduros, marketing entrega contexto, intenção e aderência ao ICP, permitindo que vendas concentre energia onde há maior chance de conversão. 

Consistência e relevância em toda a jornada

Com o comprador B2B decidindo cada vez mais cedo, a presença fragmentada custa caro. É preciso aparecer de forma coerente, útil e conectada entre canais, times e etapas da jornada. Segundo a McKinsey, organizações que utilizam estratégias omnichannel chegam a conquistar 10% ou mais de market share ao ano. 

O ganho vem da combinação entre conveniência, consistência e melhor experiência ao longo da jornada. Na prática, isso significa integrar mídia, conteúdo, relacionamento comercial, eventos, canais proprietários e pós-venda em uma narrativa contínua. 


As métricas que importam agora

Quando a régua muda, o marketing passa a responder por contribuição efetiva em receita. O CMO amplia seu papel e passa a operar mais próximo da lógica comercial, compartilhando metas de crescimento, eficiência e previsibilidade. Métricas de vaidade perdem espaço para indicadores conectados ao negócio.

Pipeline quality: Oportunidades aderentes ao ICP, com chance concreta de fechamento e ticket saudável.

Win rate por ICP: Taxa de vitória por segmento, porte ou indústria. Revela onde a empresa realmente vence e onde desperdiça esforço comercial.

Revenue velocity: Velocidade da receita: quanto pipeline avança, em quanto tempo e com qual valor.

Mais do que adotar dashboards, isso aproxima o marketing de competências tradicionalmente associadas ao CRO: leitura de pipeline, conversão entre etapas, forecast, produtividade comercial e retorno sobre investimento. Esse movimento também reorganiza o orçamento, deixando de premiar canais que geram volume barato e passam a priorizar iniciativas que aceleram a receita. Segundo a McKinsey, empresas B2B que aplicam analytics em marketing e vendas combinado têm 1,5 vez mais chance de crescer acima da média do mercado. 


O novo papel da liderança B2B

A pergunta relevante não é mais quantos leads entraram no mês. A pergunta correta é quantos avançaram no funil, converteram em oportunidades reais e contribuíram para receita previsível.

Nesse contexto, líderes de marketing ganham protagonismo ao conectar marca, demanda e resultado financeiro. Já os líderes comerciais passam a depender cada vez mais de inteligência de mercado, dados e jornadas mais qualificadas para acelerar as conversões.

O fim do “lead pelo lead” não representa menor ambição comercial; representa maturidade operacional: menos volume sem direção e mais crescimento sustentável, com previsibilidade e eficiência.

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Felipe Duarte Navarro

Felipe Duarte Navarro

Head de Marketing LATAM da Akamai

Executivo de marketing B2B com mais de 20 anos de experiência em estratégia, crescimento e posicionamento de marcas nos setores de tecnologia, serviços e inovação. Ao longo da carreira, atuou em empresas nacionais e multinacionais, liderando iniciativas voltadas à geração de demanda, branding, expansão de mercado e transformação comercial. Possui sólida trajetória no desenvolvimento de estratégias de Go-To-Market, alinhamento entre marketing e vendas, customer success e inteligência de mercado, com foco em resultados sustentáveis e crescimento orientado por dados. Também reúne experiência na condução de projetos regionais para a América Latina, gestão de times multidisciplinares e relacionamento com lideranças executivas.

AUTOR

Felipe Duarte Navarro

Felipe Duarte Navarro

Head de Marketing LATAM da Akamai

Executivo de marketing B2B com mais de 20 anos de experiência em estratégia, crescimento e posicionamento de marcas nos setores de tecnologia, serviços e inovação. Ao longo da carreira, atuou em empresas nacionais e multinacionais, liderando iniciativas voltadas à geração de demanda, branding, expansão de mercado e transformação comercial. Possui sólida trajetória no desenvolvimento de estratégias de Go-To-Market, alinhamento entre marketing e vendas, customer success e inteligência de mercado, com foco em resultados sustentáveis e crescimento orientado por dados. Também reúne experiência na condução de projetos regionais para a América Latina, gestão de times multidisciplinares e relacionamento com lideranças executivas.

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