No momento em que acelera sua expansão internacional, a Nubank entra em um dos mercados mais complexos do mundo para empresas de serviços financeiros: os Estados Unidos. Mais do que produto, tecnologia ou regulação, a própria cofundadora Cristina Junqueira reforça que o maior obstáculo está em outro campo: a construção de marca.
Em meio a consumidores saturados de anúncios, concorrentes com orçamentos bilionários e um ecossistema altamente competitivo, o desafio é “cortar o barulho” e se tornar uma love brand. É nesse contexto que entra o patrocínio global à equipe Mercedes na Fórmula 1, um movimento que combina visibilidade internacional, design,tecnologia e afinidade cultural para sustentar a ambição de posicionar o Nubank como uma marca global.
Se no Brasil o Nubank nasceu resolvendo dores de um sistema bancário engessado, nos Estados Unidos o jogo é outro. O mercado é maduro, hipercompetitivo e dominado por marcas históricas, fintechs consolidadas e big techs disputando atenção e confiança.
Em sua conta no Instagram, Cristina Junqueira contou que não se trata apenas de trabalhar awareness, mas de significado. Construir uma marca amada em um ambiente onde o consumidor já está cansado de estímulos publicitários é, segundo ela, o maior dos desafios – acima,até,da própria complexidade de produto, regulação, tecnologia e funding.
“O nosso maior desafio nos Estados Unidos será construir a marca. Teremos que chegar nas pessoas e conseguir passar a mensagem. Ou seja, construir realmente o tipo de marca que queremos ser, que é uma love brand”, explicou Cristina Junqueira,cofundadora da Nubank, em sua conta no Instagram.

Parceria Nubank e Mercedes na F1
É nesse cenário que a parceria com a Mercedes na Fórmula 1, divulgada no último dia 21, ganha dimensão estratégica. O esporte vive um ciclo de expansão global de audiência, forte presença cultural e associação direta com alta performance, engenharia de ponta, design e inovação – territórios que dialogam com o posicionamento que o Nubank quer reforçar fora da América Latina.
Ao se tornar parceira de uma das equipes mais vitoriosas e seletivas do grid, a marca brasileira se ancora em atributos como excelência, minimalismo, elegância e performance consistente.
“Foi um processo de nos educarmos sobre o esporte, sobre a Fórmula 1, sobre como as coisas funcionam e como as equipes operam. Entender a dinâmica de cada time e como isso poderia fazer sentido para o nosso negócio fez parte dessa jornada. Uma coisa muito interessante da Fórmula 1 é que,claro,nós estamos trazendo isso no contexto da nossa expansão internacional e da construção de uma marca global,mas também é algo muito forte no Brasil e no México”, contou Cristina.

De awareness a vínculo emocional
Há também um elo emocional. A executiva destaca o alinhamento entre marca e clientes, algo que sempre foi central na trajetória do Nubank. A aposta é que esse capital afetivo seja transferido para novas geografias, ao mesmo tempo em que ativações de conteúdo, design e experiência aproximam o público do universo da equipe, seja ele dos bastidores ou do lifestyle.
Com isso, a marca deixa de apenas comunicar e passa a participar de um território cultural relevante,com narrativa contínua ao longo da temporada. O movimento também cumpre um papel simbólico. A F1,tradicionalmente associada à elite, vem sendo gradualmente democratizada em alcance e linguagem cultural.
Cristina lembra que o Brasil é o país com mais fãs do esporte. Para uma fintech que nasceu com discurso de inclusão e quebra de paradigmas, a associação ajuda a reposicionar a Formula 1 como plataforma de conexão contemporânea e não apenas de exclusividade.
“É para construirmos uma marca global e iniciarmos essa construção, porque esse é um processo de anos. Mas é muito positivo podermos unir as duas coisas: dar esse passo na direção da expansão internacional e da construção da marca para além do Brasil, do México e da Colômbia, e ao mesmo tempo trazer um ativo, uma parceria, um parceiro que agrega muito valor para nós agora, no nosso negócio atual”, concluiu.
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