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Brasilidade impulsiona marcas, mas falta de estratégia limita impacto do conceito no Marketing

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O cérebro da Lu: como Magalu Ads usa IA e se posiciona na chamada terceira onda da publicidade

O conceito de brasilidade está ganhando espaço como um ativo de negócios, mas a plena adoção dessa essência pelas marcas enfrenta obstáculos relacionados à falta de estrutura interna e à concentração das iniciativas em determinadas regiões do país. Essa é uma das conclusões do estudo inédito “Líderes de Marketing e Brasilidades”, realizado pela Data-Makers a pedido da Sotaq, agência especializada em cultura e regionalismo.

Entre os entrevistados, 62% afirmaram que as campanhas e os projetos conectados à diversidade cultural brasileira apresentam desempenho superior ao de ações consideradas neutras. Além disso, 82% acreditam que a relevância do tema continuará crescendo dentro do mercado. Foram ouvidos CMOs e líderes de Marketing de empresas de diferentes setores e regiões do Brasil. 

Na avaliação destes executivos, o principal benefício associado à valorização da cultura brasileira está na construção de marca. Para 51% dos respondentes, o Brand Equity é o indicador mais impactado por esse tipo de iniciativa. Em seguida aparecem o engajamento nas redes sociais e as ações de relações públicas, citados por 21%. Apenas 7% relacionam a brasilidade diretamente ao aumento das vendas no curto prazo.


Por outro lado, há um descompasso entre o discurso e a prática. 21% das empresas possuem diretrizes formais relacionadas à brasilidade em seus brand books, evidenciando que o tema ainda não foi plenamente incorporado às estratégias corporativas. A falta de institucionalização se reflete nos investimentos: 43% das organizações não destinam orçamento específico para projetos ligados à cultura brasileira, enquanto 58% não contam com equipes ou parceiros especializados em cultura e regionalismo. 

O estudo também aponta um desequilíbrio regional na forma como as marcas se relacionam com o país. Embora 64% das empresas afirmem já ter trabalhado com influenciadores fora do eixo Rio-São Paulo, as ativações regionais contínuas permanecem concentradas em poucas localidades.


O Sudeste lidera as estratégias de regionalização e recebe ações de 82% das marcas que investem no tema. Em contraste, 8% das empresas realizam iniciativas no Centro-Oeste e somente 4% atuam no Norte. Além disso, quase metade dos entrevistados (48%) afirma priorizar uma comunicação baseada em uma identidade única de Brasil, abordagem que pode deixar de considerar especificidades e diferenças locais.

A Sotaq defende a brasilidade como um ativo estratégico para as marcas, apostando em criadores regionais e em narrativas conectadas às realidades locais. Segundo a agência, as iniciativas que refletem a diversidade cultural do país tendem a gerar maior identificação e relevância junto aos consumidores.

Leia também: Como reforçar a brasilidade como potência criativa nos negócios



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Ian Cândido

Repórter

AUTOR

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