MADE POSSIBLE BY

Powered by

MADE POSSIBLE BY

Powered by

MADE POSSIBLE BY

Powered by

A nova era das novelas: quem vai contar as histórias na era do vídeo curto?

COMPARTILHAR ESSE POST

Tempo de Leitura 3 min

DATA

CATEGORIA

Artigos

A nova era das novelas: quem vai contar as histórias na era do vídeo curto

E se a próxima grande novela brasileira não estiver na TV, mas no seu celular? A pergunta reflete uma transformação real no consumo de conteúdo. A forma como o público se relaciona com histórias está mudando e, com ela, toda a lógica da indústria audiovisual. A novela, um dos formatos mais emblemáticos da cultura brasileira, sempre soube se adaptar ao seu tempo. Agora, entra em uma nova fase: mais curta, mais dinâmica e pensada para uma audiência digitalizada, que consome conteúdo em fluxo contínuo, entre um momento e outro do dia.

O crescimento dos vídeos curtos e verticais e do consumo mobile não representa o fim das narrativas longas, mas o surgimento de uma nova linguagem. Um formato que exige impacto nos primeiros segundos, ritmo acelerado constante e histórias capazes de engajar mesmo em episódios de poucos minutos. 

É nesse contexto que surgem as mininovelas (ou novelinhas verticais), que mantêm a essência da dramaturgia tradicional, mas adaptadas a uma nova dinâmica de atenção. Com episódios de em média dois minutos, essas produções apostam em reviravoltas rápidas, ganchos constantes e narrativas altamente serializadas. Trata-se de uma reinterpretação da própria lógica de contar histórias. 


As novelas verticais exploram temas diversos, conectados ao cotidiano e à pluralidade cultural brasileira, com gêneros que vão da comédia ao suspense, passando por drama, ação e até ficção científica. É um retrato mais fragmentado e, ao mesmo tempo, mais representativo do Brasil contemporâneo.

No país, o TeleKwai é um exemplo de como esse movimento vem ganhando escala e estrutura. Lançado com pioneirismo no formato em 2022, o projeto trouxe a tradição das novelas para o ambiente digital dos vídeos curtos e hoje já concentra cerca de 20% dos investimentos do Kwai no Brasil e ultrapassam 60 bilhões de visualizações, um indicativo claro da relevância estratégica do formato.

Mas o impacto vai além dos números. O que começa a se formar é um novo ecossistema audiovisual, mais descentralizado e acessível, trazendo novas oportunidades para o setor. Hoje, já são milhares de criadores envolvidos nesse modelo, apoiados por agências e anunciantes  e, cada vez mais, por roteiristas e estruturas profissionais. É uma combinação que mistura espontaneidade com qualidade de produção  e que amplia o acesso à criação de conteúdo no país.

Integração a diferentes camadas da indústria

Parcerias com produtoras independentes, artistas e até emissoras tradicionais mostram que não se trata de uma ruptura, mas de uma nova convergência. Um exemplo foi o spin-off de Poliana Moça, novela do SBT que ganhou uma versão em formato vertical chamada “Vivendo na Gringa”. A mininovela de 18 episódios curtos contava a história paralela de um personagem da novela original e ultrapassou 32 milhões de visualizações, incorporando ainda a participação do público na construção do desfecho.

Esse tipo de interação aponta para um futuro em que o espectador deixa de ser apenas audiência e se torna agente dentro da narrativa. Do ponto de vista de mercado, esse movimento também abre novas possibilidades para as marcas.


O branded content em formatos roteirizados ganha uma nova dimensão quando inserido em histórias pensadas para o consumo digital. Em vez de interrupção, a marca passa a fazer parte da narrativa com mais contexto, relevância e potencial de conexão emocional. Não por acaso, projetos nesse modelo já vêm sendo reconhecidos e premiados em festivais internacionais, sinalizando maturidade criativa e eficácia.

Olhando para fora, esse movimento não é isolado. Na China, mercado onde esse formato já está mais consolidado desde 2020, são produzidas mais de 6 mil mininovelas por ano, com modelos que vão além da publicidade e incluem também venda de direitos autorais e participação de investidores do setor audiovisual. É um indicativo claro do potencial econômico e criativo desse tipo de conteúdo.

O Brasil, pela sua tradição em dramaturgia e forte engajamento digital, reúne condições únicas para desenvolver um ecossistema próprio, combinando criatividade local com inovação estrutural. O que está em jogo, portanto, não é apenas uma mudança de tela, mas uma mudança de linguagem, ritmo, modelo de negócio e maior participação do público.

COMPARTILHAR ESSE POST

Heloisa Goldman

Heloisa Goldman

Head de Indústrias do Kwai For Business

Head de Indústrias do Kwai For Business

AUTOR

Heloisa Goldman

Heloisa Goldman

Head de Indústrias do Kwai For Business

Head de Indústrias do Kwai For Business

AUTOR

Heloisa Goldman

Heloisa Goldman

Head de Indústrias do Kwai For Business

Head de Indústrias do Kwai For Business

AUTOR

Tempo de Leitura 3 min

não perca uma novidade!

Inscreva-se e receba todas as novidades
de marketing. Entre na comunidade!

Inscreva-se na newsletter para receber as últimas notícias do

Mundo do Marketing na sua inbox.

Formulário enviado com sucesso!

não perca uma novidade!

Inscreva-se e receba todas as novidades
de marketing. Entre na comunidade!

Inscreva-se na newsletter para receber as últimas notícias do

Mundo do Marketing na sua inbox.

Formulário enviado com sucesso!

O Mundo do Marketing é o principal portal jornalístico sobre o tema no Brasil, acessado por mais de 500 mil habitantes, entre VPs, Diretores, Gerentes, Coordenadores e Analistas de Marketing.

COPYRIGHT © mundo do marketing - todos direitos reservados

explorar