
No último trimestre de 2025, o Walmart conduziu um teste prático de comércio agêntico em ambiente real e disponibilizou cerca de 200 mil produtos por meio do Instant Checkout da OpenAI, permitindo que usuários concluíssem compras sem acessar o site da marca. As compras finalizadas diretamente dentro do ChatGPT registraram uma taxa de conversão equivalente a cerca de um terço das transações realizadas após o redirecionamento para o site da varejista.
Em termos práticos, a migração do checkout para dentro da interface de IA reduziu as conversões em aproximadamente 66%. Daniel Danker, Vice-Presidente Executivo de Produto da Walmart, classificou a experiência como “insatisfatória”, apontando que as transações realizadas dentro do chat tiveram desempenho significativamente inferior.

A companhia iniciou um movimento de recuo reforçado por um ponto central: o comércio agêntico ainda não está preparado para substituir os fluxos tradicionais de compra. No cenário atual, ambientes proprietários continuam apresentando melhor desempenho, sobretudo por oferecerem o nível de contexto, confiança e experiência que o consumidor espera no momento da decisão.
Esse movimento acompanha uma mudança mais ampla de estratégia. A OpenAI começou a descontinuar gradualmente o Instant Checkout, priorizando modelos em que o controle do checkout retorna aos varejistas. Em vez de concluir a transação dentro da interface de IA, a lógica passa a ser a transferência do usuário para o ambiente do próprio comerciante.
O próximo passo do Walmart segue nessa direção. A empresa planeja integrar seu chatbot proprietário, Sparky, ao ChatGPT, permitindo que usuários acessem suas contas, sincronizem carrinhos e finalizem compras dentro do próprio ecossistema da marca. Uma integração semelhante também está prevista com o Google Gemini.
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*Com informações de MarTech
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