
O lançamento das novas camisas da Seleção Brasileira dominou as conversas digitais no país sob um viés predominantemente crítico. 72,4% das 119 mil menções sobre os novos uniformes e a expressão “Vai Brasa” mapeadas em um levantamento inédito realizado pela Timelens apresentaram teor negativo. Do outro lado, 12,2% foram positivas.
A falta de representatividade foi apontada como a principal queixa dos internautas, motivando 38,3% da rejeição ao design sob o argumento de que os padrões e cores não respeitam a identidade visual histórica do Brasil.
Paralelamente, debates sobre politização e ideologia responderam por 18,9% das postagens. O fator econômico também impulsionou o descontentamento, com 89% dos usuários que abordaram o tema afirmando que os valores cobrados pelo produto são altos demais.

Brasileiros criticam eixos da campanha
A camisa amarela da seleção brasileira, lançada no dia 21 de março sob o conceito "Alegria que Apavora", foi o grande epicentro do debate ao concentrar 76,6% de todas as menções, uma proporção 3,3 vezes maior que a da camisa azul, intitulada "Joga Sinistro" e lançada no dia 12. O ápice da ebulição digital ocorreu logo após a apresentação do uniforme titular, com os dias 23 e 24 de março somando quase 64 mil menções em apenas 48 horas.
No caso da camisa azul do Brasil, a repercussão foi inflada por internautas que alegaram identificar imagens de cunho demoníaco escondidas nos padrões inspirados na natureza, elevando o tom crítico das conversas. 6,1% das discussões sobre o lançamento abordaram teorias conspiratórias e ocultismo.

O slogan "Vai Brasa" também enfrentou forte rejeição, estando presente em uma a cada quatro menções totais sobre o lançamento. A frase amargou 71,7% de reprovação e obteve um índice irrisório de 1% de sentimento positivo, sendo classificada por torcedores como medonha e desconectada da realidade brasileira.
Alcance da conversa
O impacto do lançamento nas redes atingiu métricas comparáveis às de grandes produções cinematográficas. Em um período equivalente de 26 dias, o tema gerou 3,8% mais conversas do que o filme "Avatar", consolidando-se como um fenômeno digital de escala maciça.
O crescimento de visualizações sobre o assunto registrou uma alta explosiva de 2.579,3% na segunda semana de março, indicando que a polêmica foi amplamente impulsionada pelos algoritmos das plataformas.
A pesquisa de repercussão digital monitorou plataformas de notícias, YouTube, fóruns e redes sociais como Instagram, X, TikTok, Threads, Bluesky, Facebook e LinkedIn durante todo o mês de março, focando em usuários de idioma português no Brasil.
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