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Redes sociais mudam publicidade, conteúdo e mensuração no Marketing

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Redes sociais mudam publicidade, conteúdo e mensuração no Marketing

As redes sociais estão ampliando os recursos de publicidade, distribuição de conteúdo e relacionamento com o público. As atualizações anunciadas pela Meta, Instagram, X, YouTube, LinkedIn e Snapchat mostram como as plataformas buscam aumentar a relevância das interações e criar novas possibilidades de monetização para anunciantes e criadores.

Entre as novidades recentes estão mudanças na segmentação de anúncios, ajustes nos sistemas de recomendação, novas opções para conectar marcas a produtores de conteúdo e recursos para identificar músicas criadas com Inteligência Artificial (IA). 

As atualizações mostram que as redes sociais estão desenvolvendo caminhos distintos para disputar a atenção dos usuários e ampliar as oportunidades comerciais. Enquanto a Meta investe em segmentação e otimização publicitária, o Instagram ajusta a distribuição de vídeos, o LinkedIn aproxima criadores e anunciantes e o Snapchat explora a descoberta de negócios por localização.

Confira o que mudou nos últimos dias.

Meta relaciona eficiência das campanhas à qualidade dos dados

A Meta passou a recomendar que os anunciantes estabeleçam objetivos de negócio e concedam tempo suficiente para que as campanhas acumulem dados antes de realizar mudanças frequentes nas configurações. Os conjuntos de anúncios com menos de 50 conversões semanais apresentaram custo por compra cerca de 28% maior em sua análise.

A orientação reforça a importância de avaliar o desempenho publicitário considerando o volume de conversões e a capacidade de aprendizado dos sistemas de otimização. Alterações frequentes, feitas antes de haver dados suficientes, podem dificultar a identificação dos fatores que realmente influenciam os resultados.

A companhia também prepara uma atualização na Marketing API que permitirá aos anunciantes definir preferências de idade e gênero para elementos criativos específicos de um anúncio. A possibilidade abre espaço para relacionar diferentes peças às características dos públicos que se pretende alcançar.

A mudança aproxima segmentação e criação publicitária. Ao mesmo tempo, exige cuidado para que a personalização não restrinja oportunidades de descoberta ou deixe de considerar consumidores que compram produtos para outras pessoas.


Instagram aumenta a relevância dos Reels recentes

Os Reels continuam ocupando um espaço importante na estratégia de distribuição de conteúdo do Instagram. No terceiro trimestre de 2026, o tempo gasto pelos usuários na plataforma atingiu um recorde, enquanto quase 45% dos Reels recomendados tinham sido publicados havia menos de 24 horas, segundo dados divulgados pela Meta.

No Facebook, o tempo dedicado aos vídeos curtos também alcançou um recorde trimestral, com crescimento de dois dígitos na comparação anual. A empresa atribui parte desse desempenho a melhorias nos sistemas de recomendação, que ajudam a distribuir conteúdos relevantes mesmo antes de acumularem um volume expressivo de interações.

Os números apontam para uma oportunidade de distribuição de conteúdos recentes, mas não significam que a frequência de publicação, isoladamente, garanta alcance. É preciso combinar agilidade editorial e relevância para o público e qualidade criativa.

O Instagram também lançou, no iOS, um recurso que permite utilizar um Reel existente como referência durante a gravação de outro vídeo. A funcionalidade facilita a criação de respostas e conteúdos inspirados em publicações já disponíveis na plataforma.

Outra mudança envolve o encerramento, em 28 de outubro, da opção de conectar Reels em séries. A funcionalidade permitia agrupar vídeos relacionados para incentivar o consumo sequencial. A retirada indica uma revisão dos recursos usados para organizar e prolongar a experiência de visualização. 

Além disso, o Instagram começou a testar o Features, formato de vídeos horizontais de longa duração que marca a entrada da plataforma nesse segmento e amplia a concorrência com o YouTube. Anunciada por Adam Mosseri, chefe do Instagram, e Tessa Lyons, VP de Produto, a novidade está em fase inicial de testes nos Estados Unidos e também é experimentada por um grupo de criadores no Brasil, segundo a porta-voz Megan Buckley. 


X orienta marcas para campanhas de fim de ano

O X divulgou recomendações para campanhas publicitárias do período de festas, quando as conversas sobre compras e a intenção de consumo podem se intensificar. Entre as orientações estão o uso de textos publicitários entre 50 e 100 caracteres, linguagem conversacional, chamadas claras para ação e direcionamento para um único destino, como um site ou aplicativo.

A plataforma também recomenda que as marcas descrevam seus produtos de maneira objetiva, deixando claros os benefícios, o público a que se destinam e seus diferenciais. A orientação considera a influência crescente da Inteligência Artificial nos processos de pesquisa e comparação de produtos.

A principal implicação está na necessidade de reduzir ambiguidades na comunicação, já que as mensagens claras ajudam a apresentar a oferta ao consumidor e facilitam a compreensão do que está sendo anunciado, especialmente em campanhas orientadas à conversão.

O X também divulgou novos pacotes de assinatura que combinam recursos da plataforma com serviços de Inteligência Artificial de seu ecossistema. A oferta prevê diferentes níveis de acesso e será disponibilizada gradualmente, começando pelos Estados Unidos.


YouTube identifica músicas criadas com Inteligência Artificial

O YouTube Music começou a implementar identificações para músicas criadas predominantemente com Inteligência Artificial generativa. Os avisos aparecerão na página de reprodução, com informações adicionais disponíveis para os usuários, e a funcionalidade também deverá chegar ao aplicativo principal do YouTube.

O processo envolve parcerias com o setor musical e recursos próprios de detecção. A iniciativa busca ampliar a transparência sobre a origem das músicas consumidas na plataforma.

A atualização acompanha uma discussão relevante para marcas e profissionais de Marketing: a identificação de conteúdos sintéticos e a clareza sobre sua produção. À medida que a IA amplia as possibilidades de criação, a transparência passa a integrar a relação entre plataformas, produtores e audiência.


LinkedIn amplia publicidade em vídeos e monetização de criadores

O LinkedIn está testando anúncios pre-roll em vídeos de criadores e publishers. O formato permite que marcas exibam publicidade antes dos conteúdos e prevê o compartilhamento de parte da receita com os participantes do programa. A iniciativa amplia as possibilidades comerciais dos vídeos na rede profissional e cria uma alternativa para anunciantes interessados em associar suas mensagens a conteúdos relevantes para determinados públicos. A funcionalidade ainda está em fase inicial de testes.

A plataforma também prepara filtros adicionais para o Creator Marketplace, permitindo que marcas encontrem criadores de acordo com especialidade, foco de audiência e formato de conteúdo. Outra novidade é a possibilidade de oferecer consultas individuais gratuitas ou pagas diretamente nos perfis de assinantes Premium.

As mudanças ampliam o papel dos criadores na estratégia B2B. Em vez de restringir a presença de marcas à publicidade tradicional, o LinkedIn busca desenvolver formatos que conectem conteúdo, influência profissional e oportunidades comerciais.

A mensuração dos resultados continua sendo um desafio. Segundo dados apresentados pela própria plataforma, apenas 33% dos profissionais de Marketing B2B concordam fortemente que conseguem demonstrar o impacto de suas ações para a liderança, enquanto 75% consideram insuficientes seus sistemas de mensuração.

A dificuldade está relacionada à complexidade das jornadas de compra entre empresas, que envolvem ciclos longos, diferentes tomadores de decisão e interações distribuídas por vários canais. Nesse caso, avaliar somente cliques e conversões imediatas pode deixar de fora parte da influência exercida pelo Marketing.


Pinterest transforma inspirações de beleza em guias práticos

O Pinterest utiliza Inteligência Artificial (IA) para transformar referências visuais de cabelos e unhas encontradas na plataforma em guias que ajudam os usuários a reproduzir os looks. O recurso permite explorar as imagens salvas e obter orientações para recriar os visuais, aproximando a inspiração da aplicação prática.

A novidade reforça a estratégia da rede de conectar descoberta visual e intenção de consumo. Ao facilitar a reprodução de tendências, a plataforma amplia seu papel na jornada dos usuários, que podem passar da busca por referências à identificação de técnicas e produtos necessários para alcançar o resultado desejado.

A funcionalidade também abre oportunidades para marcas de beleza que buscam participar de diferentes etapas dessa jornada, desde a descoberta de tendências até a consideração de produtos. Inicialmente, o recurso está disponível para usuários de iOS nos Estados Unidos, sem previsão confirmada de lançamento no Brasil.


Snapchat explora descoberta local por meio do Snap Map

O Snapchat também busca ampliar as possibilidades de descoberta de negócios por meio do Snap Map, recurso de mapas da plataforma. Um levantamento divulgado pela empresa, baseado em uma pesquisa com mais de 17 mil usuários de mapas digitais, de 13 a 44 anos, em seis países, investigou como as pessoas utilizam essas ferramentas para encontrar lugares e organizar encontros.

Os entrevistados tinham 2,9 vezes mais probabilidade de afirmar que descobriram seus estabelecimentos físicos favoritos pelo Snapchat do que por outras redes sociais. Ao mesmo tempo, aproximadamente 29% dos participantes utilizavam o Snap Map para descobrir negócios.

Os dados sugerem uma oportunidade para marcas com presença física, especialmente em estratégias que conectam recomendações sociais, localização e visita a lojas ou estabelecimentos. A plataforma oferece recursos como locais promovidos e ferramentas para salvar pontos de interesse.

A descoberta local, porém, depende de mais do que visibilidade. Para transformar a exposição em visitas, as empresas precisam oferecer motivos relevantes para o consumidor conhecer o estabelecimento e garantir coerência entre a comunicação digital e a experiência presencial.

Leia também: Instagram busca ampliar potencial publicitário das lives com novo Live Video Ads

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Priscilla Oliveira

Editora

Jornalista especializada em Marketing e comunicação corporativa. Traduz temas complexos em conteúdos acessíveis e relevantes para profissionais da área.​

AUTOR

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