
O mercado de bebidas sem álcool ganhou espaço no consumo global e começa a refletir mudanças mais amplas nos hábitos dos consumidores. A categoria cresceu 9% em volume em 2025 e deve acumular alta de 36% entre 2024 e 2029, apontam dados divulgados pela IWSR. A projeção é de que sejam consumidas 18 bilhões de porções de bebidas sem álcool até o fim da década, o equivalente a duas por pessoa no mundo.
Entre os consumidores da categoria, 26% apontam a saúde como principal motivação, enquanto 17% buscam efeitos associados a ingredientes funcionais e 20% afirmam consumir esses produtos por curiosidade. O estudo considera bebidas variadas, como cervejas, vinhos, destilados e outras.
No Brasil, a cerveja sem álcool também vem ganhando espaço nos pedidos. Durante a Copa do Mundo, o aiqfome, aplicativo de delivery do Grupo Magalu, registrou aumento de 5,53% nas solicitações da bebida em comparação com o mesmo período do ano anterior. O ticket médio é de R$ 30,36 por produto. Em média, cada usuário faz oito pedidos de cerveja sem álcool por ano, o que representa um gasto anual de R$ 242,84.

Do total de pedidos, 43,55% foram feitos por usuários com mais de 35 anos. A faixa entre 30 e 35 anos representa 22,58%, seguida pelos consumidores de 24 a 29 anos, com 23,73%. Já aqueles entre 18 e 23 anos respondem por 6,22% dos pedidos.
Minas Gerais lidera o ranking de pedidos da categoria no aplicativo, enquanto a recorrência de compras no mesmo estabelecimento chega a seis vezes por ano. A expansão da categoria acompanha uma mudança na relação dos consumidores com o álcool. Um hábito historicamente associado a encontros, celebrações e à sociabilidade urbana passa por uma transformação, especialmente entre as gerações mais jovens.
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