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Level up: o que os gamers mudaram na forma de conectar marcas e pessoas

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É preciso ter fé na ciência das marcas

Lembro de quando a gente estava em um apartamento em Sorocaba tentando colocar a Gamers Club de pé. O dinheiro estava literalmente no fim e o tal do bootstrapping (que é uma palavra chique e em inglês que o mercado de Venture Capital usa para dizer que você está tirando grana do próprio bolso e rezando para não falir) estava cobrando a conta. Eram noites mal dormidas, um estresse absurdo e um medo gigante de a coisa toda afundar.

A gente tinha uma ideia genial na cabeça para uma funcionalidade nova. Lançamos no ar. E adivinha? A galera odiou. Pô, o chat da comunidade pegou fogo. A gente teve que engolir o orgulho e arrumar a casa na mesma hora.

A grande verdade é que, durante muito tempo, as empresas achavam que eram donas da bola. Era sempre aquela lógica de controle total, onde a marca fala e o público senta no sofá para escutar e aplaudir. Mas ali, tomando pancada de jogador de CS de tudo quanto é canto naquele apartamento apertado, eu entendi a virada de chave. No universo gamer a palavra "audiência" não faz o menor sentido. O gamer nunca senta para assistir passivamente. Ele está com o mouse e o teclado na mão. Ele joga junto, ele constrói junto e ele não tem o menor problema em gritar com você quando percebe que a empresa pisou na bola.


Na verdade, o que essa galera nos ensinou na marra foi a agir rápido e largar as certezas absolutas. No mundo dos negócios a gente fala muito sobre escolhas. Eu uso sempre a lógica de que existem as decisões reversíveis e as que não dão para voltar atrás. Lançar uma funcionalidade com defeito ou que a comunidade não gosta é totalmente reversível. Você vai lá, escuta a galera, toma o esporro, corrige o código e segue o jogo.

A gente nunca focava no perfeccionismo teórico dentro de uma sala fechada, simplesmente porque você nem sabe se aquela funcionalidade vai rolar na vida real. A regra era executar e aprender com eles.Quando faltam recursos, você precisa compensar na velocidade e na raça para fazer dar certo.

Hoje, quando vejo marcas tradicionais tentando entrar nesse mundo, o choque de realidade é forte. Muitas ainda querem controlar a narrativa e tratar o público como números numa planilha. Acontece que empresas são apenas ferramentas para realizar sonhos de pessoas. O jovem que entra numa plataforma quer competir, quer ser reconhecido, quer fazer amigos. Ele não tá nem aí para um CNPJ frio. Então assim, não adianta só criar uma gíria no Twitter e achar que pertence ao grupo. Tem que descer pro play de verdade e entender que abrir mão do controle significa convidar a torcida para entrar no campo com você.


Hoje, quando olho para a minha rotina, dividindo o tempo entre as reuniões e as horinhas que eu separo pra jogar Minecraft, porque é um jogo relaxante que dá para pausar enquanto cuido dos meus filhos, eu vejo que tudo valeu a pena. O que realmente importa são as conexões humanas, é trabalhar perto de quem você admira e conseguir deixar o mundo e o cenário um pouquinho melhores do que você encontrou.

O público tradicional de outros mercados já começou a acordar para isso. As pessoas estão mais críticas e exigentes. O resumo da ópera é que comunidade não se controla. Comunidade se constrói todo santo dia, no suor e na transparência. A sensação é exatamente a de girar vários pratos ao mesmo tempo tentando não deixar nenhum cair no chão. Exige sacrifício e muita capacidade de ouvir quem tá do outro lado da tela. Mas quando essa conexão acontece de verdade e você para de tentar simular pertencimento, o resultado é a criação de um legado. E construir algo que impacta a vida das pessoas vale cada noite mal dormida.



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Yuri “Fly” Uchiyama

CEO do Gamers Club

AUTOR

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