
A busca por alimentos com mais proteína vem mudando não apenas o que chega ao prato, mas também os momentos em que o nutriente aparece na rotina. Se antes a proteína estava mais associada às refeições principais e aos suplementos, agora começa a ocupar categorias como requeijão, snacks, bebidas e até cervejas.
Para a indústria, a expansão cria espaço para novas formulações e aplicações em um mercado que deve alcançar US$ 101,62 bilhões em 2030, com crescimento médio anual de 6,2%, apontam dados da Grand View Research, É neste espaço que a JBS amplia a atuação da Genu-in, empresa da JBS Novos Negócios especializada em peptídeos de colágeno e gelatina.
A companhia criou a Genu-in Solutions, frente voltada ao desenvolvimento de produtos para outras empresas, com a proposta de participar de diferentes etapas do processo, que vão da formulação à avaliação regulatória, testes de estabilidade, produção, comunicação e logística.

A mudança acompanha uma demanda que não se limita ao interesse do consumidor por mais proteína, mas também à busca por maneiras práticas de incorporá-la à alimentação. Para a indústria, isso significa adaptar o nutriente a diferentes matrizes, cada uma com desafios próprios de sabor, textura, solubilidade, transparência e estabilidade.
A Genu-in Solutions atua nesse processo em projetos B2B que podem envolver desde uma etapa específica até uma solução full service. A frente parte de uma experiência que a companhia vem acumulando desde 2022, quando concentrou seus esforços no desenvolvimento e fornecimento de peptídeos de colágeno e gelatina. Com o avanço dos projetos, passou também a apoiar clientes na aplicação dos ingredientes em diferentes alimentos e bebidas.
Esse trabalho levou a Genu-in a participar de projetos em categorias como suplementos, iogurtes, requeijão, barras, snacks, refeições prontas, águas proteicas e cervejas sem álcool. Agora, a empresa amplia esse escopo para assumir também outras fases do desenvolvimento, reunindo conhecimento técnico, capacidade de pesquisa e uma rede de parceiros.
Entre os projetos já desenvolvidos está um snack proteico do tipo puff, que levou 18 meses para chegar à formulação final. O produto tem 44% de proteína, passou pelas etapas regulatórias e pelos testes de estabilidade e está pronto para comercialização no varejo. A companhia também desenvolve aplicações como gomas com colágeno e bebidas prontas para consumo, conhecidas como ready-to-drink (RTD).
Da pesquisa à escala industrial
A expansão da Genu-in também está ligada à estrutura criada pela JBS para testar como proteínas e peptídeos de colágeno se comportam em diferentes produtos. Em Campinas (SP), o Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno reúne pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e especialistas em proteínas da Genu-in e da Novapron+.
Criado em parceria com o Ital, o centro permite testar aplicações primeiro em laboratório e depois em plantas-piloto, antes de levar uma formulação à escala industrial. Os projetos podem ser conduzidos pela própria companhia ou em parceria com clientes e abrangem matrizes como lácteos, bebidas, produtos cárneos, panificação, chocolates, balas e snacks.
A etapa é importante porque adicionar proteína a uma receita envolve mais do que definir a quantidade do ingrediente. Dependendo da matriz, a formulação pode alterar características como sabor, textura, transparência e estabilidade ao longo da vida útil. Os testes ajudam a identificar esses efeitos e ajustar a composição antes da produção em maior escala.
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