
A Heineken desenvolveu a ação “Dumb Ads” com o objetivo de tensionar a lógica predominante da mídia digital baseada em personalização algorítmica. A iniciativa parte de uma inversão estratégica: em vez de reforçar padrões de consumo já identificados, utiliza dados e tecnologia para expor o público a experiências fora de seus hábitos recorrentes.
Estruturada a partir de um mapeamento do funcionamento das plataformas digitais, especialmente nos critérios de segmentação e distribuição de anúncios, a ação combinou perfis e interesses de forma deliberadamente contrária ao esperado, entregando conteúdos que rompem com o histórico de navegação dos usuários.
A ideia considerou o repertório cultural dos consumidores para estimular descobertas menos previsíveis dentro do ambiente digital. Williane Vieira, gerente de Marketing da Heineken no Brasil, pontua que mais do que questionar a lógica das plataformas, ‘Dumb Ads’ reforça o posicionamento da Heineken como uma marca que conecta pessoas e incentiva a desconexão do previsível.

Promovendo experiências que ampliam as possibilidades de socialização, a iniciativa incorporou um componente promocional ao recompensar usuários que aceitaram “quebrar o algoritmo” com ingressos para eventos culturais e musicais. Entre as experiências oferecidas estavam o Afropunk, apresentações de D.R.I e Ratos de Porão, Rock the Mountain, a turnê “After Hours ‘til Dawn Tour”, e festivais como Time Warp, C6 Festival e Trophy Tour UCL.
A ação integra o ecossistema da campanha “Algoritmo”, que propõe uma reflexão sobre o papel das plataformas digitais na mediação de experiências. A iniciativa convida o público a desafiar padrões de consumo e a explorar interações que extrapolam a lógica de feeds e recomendações automatizadas.
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