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ESG perde força nas empresas e 26% dos executivos preveem corte de investimentos em 2026

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O cérebro da Lu: como Magalu Ads usa IA e se posiciona na chamada terceira onda da publicidade

A agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) enfrenta um estágio de desaceleração e aumento do ceticismo entre as lideranças empresariais no Brasil. A parcela de executivos que prevê redução dos investimentos na área nos próximos 12 meses avançou de 20% para 26%, alcançando mais de um quarto do mercado corporativo, conforme apontam dados da pesquisa “Líderes de Negócios & ESG 2026”, do Data-Makers.

Embora 58% afirmem que pretendem manter os orçamentos estáveis, o crescimento da expectativa de cortes sinaliza um ambiente de incerteza e reflete um movimento mais amplo de desmobilização em torno do tema. Mas a perda de espaço da pauta ESG vai além das decisões orçamentárias e já impacta a continuidade de projetos em andamento. 

21% das empresas brasileiras cancelaram as iniciativas relacionadas ao tema, enquanto 35% optaram por suspender temporariamente as ações planejadas. As áreas mais afetadas foram Recursos Humanos e Comunicação, com a redução de investimentos em políticas de contratação, programas de treinamento, palestras corporativas e parcerias com organizações não governamentais.


No contexto macroeconômico, a percepção de enfraquecimento da agenda ESG é ainda mais intensa. Mais de seis em cada dez líderes empresariais (61%) afirmam perceber uma perda de relevância do tema no mercado como um todo. É o segundo ano consecutivo em que essa avaliação supera a metade da amostra. Ao mesmo tempo, dobrou a parcela de entrevistados que considera que a pauta recebe mais atenção do que deveria, passando de 7% para 15%.

O estudo também identifica uma visão mais crítica das próprias empresas sobre o desempenho em sustentabilidade. Apenas 24% dos executivos acreditam que as organizações atuam acima da média do mercado em práticas socioambientais. A maioria (61%) avalia que a atuação está alinhada ao padrão geral do setor, enquanto a parcela dos que reconhecem que o desempenho está  abaixo da média cresceu para 15%.

Curiosamente, o percentual de executivos com conhecimento avançado sobre o tema saltou de 13% para 22%, reduzindo o gap entre o discurso teórico e o domínio real. No entanto, esse aprofundamento trouxe um pragmatismo severo. Diante de um ambiente de negócios mais cético, os líderes estão mais criteriosos e focados em custos, o que explica a suspensão temporária de projetos e o corte de verbas por parte de 26% dos entrevistados. 

Leia também: O impacto do ESG para o brasileiro: estudo inédito mostra insights para empresas

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Ian Cândido

Repórter

AUTOR

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