
Seguindo as expansões para o México e para a Colômbia, o Nubank chega aos Estados Unidos. Na live “Welcome to the Nu Era”, transmitida nesta quarta-feira (10), David Vélez, Fundador e CEO do Nu, e Cristina Junqueira, Co-Fundadora e CEO do Nu US, apresentaram os detalhes da expansão, considerada um passo estratégico na evolução do Nu para uma plataforma global de serviços financeiros digitais.
Junto à chegada à nova praça, a fintech brasileira apresentou o Nu Global, conta multimoeda destinada a clientes que precisam movimentar dinheiro entre diferentes países. As novidades já estão disponíveis e o cadastro pode ser feito pelo site do banco. Os lançamentos são guiados pela proposta de facilitar a vida do consumidor reduzindo burocracias bancárias comuns nos Estados Unidos.
Os executivos esperam provocar um efeito de fidelização semelhante ao que ocorreu no Brasil e levou a instituição a conquistar clientes de modo exponencial em um curto espaço de tempo. Este sucesso se traduz em números: a companhia chega a essa nova etapa após encerrar um trimestre com mais de 140 milhões de clientes, lucro líquido acima de US$ 1 bilhão e retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) superior a 32%.
“Este é o próximo capítulo de algo que começamos há treze anos em uma casinha em São Paulo. Desde a nossa fundação, acreditamos que o banco digital obcecado pelo cliente é o futuro do varejo bancário no mundo, e após provar essa hipótese com mais de 140 milhões de clientes fanáticos na América Latina, estamos entusiasmados para começar a executar nossa tese além da nossa região de origem”, disse David Vélez.

Entrada no mercado americano
Nos Estados Unidos, o Nubank estreia com uma conta corrente, cartão de débito e cartão de crédito concentrados em um único aplicativo. A Nu Account oferece rendimento de 3,50% ao ano sobre o saldo, com os depósitos mantidos no Lead Bank, parceiro da empresa e integrante do FDIC. A conta também permite criar metas de economia, pagar contas e fazer transferências locais e internacionais sem tarifas.
Inicialmente, as transferências internacionais estarão disponíveis para Brasil, México e Colômbia, com expansão prevista para outros países. A companhia também pretende oferecer, em breve, rendimento de 4,50% ao ano em uma meta de economia de até US$ 10 mil para clientes que vincularem a conta ao cartão de crédito e realizarem transações elegíveis.
O Cartão de Crédito Nu, desenvolvido em parceria com a Mastercard, não cobra anuidade e oferece 1,5% de cashback ilimitado nas compras. A previsão é que o percentual possa chegar a 2% para clientes que cumprirem os critérios de elegibilidade. O produto inclui ainda os benefícios da categoria Mastercard World Elite e uma versão de metal em edição limitada.
Cristina Junqueira, cofundadora e CEO do Nu US, vê a experiência móvel como um dos principais elementos da estratégia para conquistar espaço no país. “A combinação de obsessão pelo cliente com nosso modelo bancário totalmente móvel nos permite repassar eficiências diretamente de volta aos nossos clientes, tudo a serviço de construir a melhor solução bancária móvel para o dia a dia”, afirma.
A operação americana começa sob um modelo de banco parceiro. Em setembro de 2025, o Nubank havia solicitado ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC) uma licença bancária nacional e recebeu aprovação condicional em janeiro de 2026. A estrutura atual permite iniciar o relacionamento com clientes enquanto a companhia avança em sua estratégia de longo prazo no país.

Uma conta para quem vive entre países
O Nu Global, segunda novidade apresentada pela companhia, permite que os usuários mantenham saldos em dólares digitais (USDC) e euros digitais (EURC), stablecoins pareadas ao dólar e ao euro, respectivamente. Os saldos têm rendimento anual de 3,50% e 2,20%, respectivamente.
A conta também inclui um cartão virtual Mastercard para compras internacionais, com conversão cambial sem markup, além da possibilidade de enviar e receber dinheiro em mais de 35 países. O serviço começa com operações na Europa e na América Latina, enquanto integrações com Brasil, Colômbia, México e Estados Unidos estão previstas para os próximos meses.
O Nu Global ainda permite manter e negociar ativos digitais como Bitcoin e Ethereum pelo próprio aplicativo. A operação conta com atendimento multilíngue 24 horas por dia. Para David Vélez, a expansão internacional passa por problemas que não estão restritos a um único mercado. “Hoje, cada vez mais pessoas têm vidas sem fronteiras, e o dinheiro é frequentemente a parte mais difícil de gerenciar: múltiplos aplicativos, taxas de câmbio confusas, longas esperas e altas taxas. Foi daí que nasceu a ideia do Nu Global”, diz o executivo.
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