
O que acontece quando marcas globais param de interpretar a cultura e passam a construí-la junto com quem a vive? A collab entre White Horse e Coco Leve aponta um caminho possível. Com a campanha “Na Mão do Rolê”, a Diageo estreia sua primeira produção filmada no Brasil para a marca de whiskey, ancorando a narrativa na estética e nos códigos da cultura periférica.
Criada pela AlmapBBDO, a iniciativa busca fugir de uma campanha tradicional. Funciona como uma plataforma cultural que coloca no centro da narrativa o protagonismo negro e a potência criativa das periferias, traduzidos a partir de um símbolo simples e carregado de significado: as mãos.
A escolha não é aleatória. O gesto de segurar o “copão” é uma linguagem e, nesse contexto, a nail art assume papel de destaque como expressão estética, identidade e status dentro da cultura urbana. Mais do que um detalhe visual, vira mídia, discurso e território de marca.

O filme reúne nomes que já constroem relevância orgânica na cena. Entre eles, as nail designers Ana Silva e Pabline, a designer de joias Crocodilagem, a rapper MC Luanna e o artista Puro Roxo. A presença desses criadores desloca a campanha do território da representação para o da legitimação cultural.
A marca apostou em quem dita tendência dentro das comunidades, atendendo a uma demanda crescente do Marketing por autenticidade e coerência cultural, especialmente quando o objetivo é dialogar com públicos historicamente sub-representados.

Produto como extensão da narrativa
A campanha também se materializa em produto. A Coco Leve lançará um gelo sabor abacaxi, desenvolvido para harmonizar com o whiskey White Horse. A novidade chega ao mercado a partir de 9 de abril, em adegas, supermercados e no Zé Delivery. O produto funciona como ponto de contato físico com a campanha, levando o conceito para o consumo real e ampliando o tempo de interação com a marca.
Para a Coco Leve, a conexão com a cultura periférica não é nova, mas ganha escala ao se associar a uma gigante global como a Diageo. “A Coco Leve se orgulha de caminhar, desde o início, de mãos dadas com a cultura periférica. E são justamente estas mãos que celebramos hoje nesta parceria”, afirma o CEO Pedro Henrique.
Do lado da Diageo, o movimento reforça a estratégia de tropicalização e relevância local. “Nossa missão foi trazer talentos que ditam tendências para o centro da narrativa e valorizar o poder de criação cultural do Brasil”, diz Paloma Di Santo, diretora scotch da companhia no país.
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