
Apesar do avanço das redes sociais e do consumo acelerado de conteúdos em plataformas baseadas em algoritmos, sites e blogs seguem ocupando espaço relevante na rotina digital dos brasileiros. 42% dos entrevistados em uma pesquisa da Locaweb têm esses canais como as principais fontes de informação, mesmo diante da predominância de feeds, vídeos curtos e conteúdos efêmeros.
68% dos respondentes afirmaram recorrer a esses canais para se aprofundar em temas de interesse, enquanto metade declarou utilizar páginas na internet principalmente durante processos de compra, estudo ou capacitação. Na percepção dos usuários, as redes sociais são vistas como ambientes de descoberta rápida de conteúdo, enquanto os websites aparecem ligados à consulta, validação e organização das informações.
Os acessos fora de plataformas como Instagram e TikTok concentram-se principalmente em conteúdos de entretenimento (60,4%), notícias e atualidades (59%) e tecnologia (58,8%). Temas como turismo, esportes, gastronomia e finanças também aparecem entre os mais buscados, indicando um consumo mais segmentado e direcionado a interesses específicos.
Os entrevistados também relacionam os sites e blogs aos conceitos de credibilidade e qualidade informativa. A profundidade do conteúdo foi apontada por 68,4% dos participantes como principal diferencial desses canais, seguida pela credibilidade (61,8%) e pela organização das informações (51,2%). Outros fatores mencionados incluem a independência em relação aos algoritmos (34%) e a perenidade do conteúdo publicado (31%).

A possibilidade de criar o próprio site
O estudo também indica que os websites continuam sendo vistos como ferramentas de criação, expressão e geração de negócios. 66,2% dos entrevistados afirmaram já ter criado ou considerado criar um site próprio. Dentro desse grupo, 35,6% demonstraram interesse em monetizar a página, associando a presença digital a oportunidades de empreendedorismo, desenvolvimento profissional e geração de renda.
Apesar do interesse, a criação de sites ainda enfrenta barreiras técnicas para parte dos usuários. A falta de conhecimento especializado foi citada por metade dos entrevistados como principal obstáculo para desenvolver uma página na internet. Também aparecem entre as dificuldades a manutenção e atualização do site (41,2%), o registro de domínio (28,2%) e os processos de configuração e publicação (26,8%).
A inteligência artificial começa a ganhar espaço como ferramenta de apoio criativo. 65,4% dos participantes afirmaram que utilizariam a IA para desenvolver design e estrutura das páginas. Outras aplicações mencionadas envolvem produção de conteúdo (56,8%), otimização para mecanismos de busca, o chamado SEO (47,2%), e uso de chatbots para atendimento ao cliente (44,6%).
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