O Marketing brasileiro se reorganiza em meio a mudanças nas demandas empresariais, com foco na digitalização, análise de dados e integração estratégica com o negócio. Os profissionais que se mantém alinhados às nova tendências são os principais destinatários de remunerações mais altas: em 2026, um Gerente de Inteligência de Mercado, por exemplo, deve ganhar entre R$18 mil e R$27 mil mensais em empresas de grande porte.
A evolução dos modelos de negócio e a ampliação de competências técnicas no Marketing — especialmente em digital e growth — têm impactado remuneração e demanda por talentos capazes de conectar criatividade, dados e estratégia corporativa.

Cargos de Marketing mais valorizados em 2026
Segundo análises publicadas com base no Guia Salarial 2026, certas posições em Marketing estão no centro das estratégias empresariais e figuram entre as mais demandadas e melhor remuneradas:
Growth Marketing Manager: ligado diretamente ao crescimento de negócios e aquisição de clientes, com responsabilidades comparáveis às de áreas comerciais.
Head de Marketing Digital: responsável pela estratégia digital multicanal, integrando performance e branding com resultados mensuráveis.
Outras funções com forte presença nas listas de demanda incluem gerente de marca/branding, gerente de produto/categoria, coordenador de performance e gerente de inteligência de mercado, sinalizando a importância crescente de posições que unem visão estratégica e domínio de métricas e ferramentas digitais.
Faixas salariais observadas no mercado para funções de Marketing
Diretoria e liderança sênior
Diretor de Marketing: entre R$ 40 mil e R$ 60 mil mensais em empresas de grande porte (entre R$ 30 mil e R$ 40 mil em PMEs)
Diretor de Comunicação: entre R$35 mil e R$50 mil mensais em empresas de grande porte (entre R$ 25 mil e R$35 mil em PMEs)
Gerência
Gerente de Marketing: faixa típica de R$18 mil a R$28 mil mensais em organizações de grande porte (R$12 mil a R$18 mil em PMEs).
Gerente de Inteligência de Mercado: em grande porte, entre R$18 mil e R$27 mil mensais, com variação positiva recente.
Gerente de Produto/Categoria: em grandes corporações, entre R$18 mil e R$28 mil mensais.
Coordenadores e posições intermediárias
Coordenador de Marketing: entre cerca de R$12 mil e R$16 mil mensais em empresas maiores, com faixas menores em organizações menores.
Coordenador de Produto: faixa de R$11mil a R$16 mil mensais em grandes empresas.
Coordenador de Marketing Digital e Coordenador de Marca: geralmente entre R$12 mil e R$16 mil mensais em empresas de maior porte.
Esses valores referem-se à remuneração fixa mensal sem inclusão de variáveis, bônus, participação nos resultados ou benefícios adicionais, que costumam ser negociados à parte nos níveis mais altos.
Estes dados reforçam os do Guia Salarial 2026 da Robert Half. feito em parceria com o Mundo do Marketing. O levantamento mostra que as empresas mantêm o investimento em posições que impulsionam o crescimento digital, enquanto a inteligência artificial se consolida como um divisor de águas para quem deseja subir na carreira.

Tendências que influenciam a remuneração no Marketing
A valorização salarial em Marketing está diretamente ligada à integração de competências digitais e estratégicas. O domínio de ferramentas de automação, métricas de performance, análise de dados e capacidade de liderança em ambientes ágeis aparece como diferencial crítico para justificar faixas superiores de remuneração, especialmente em funções como growth e digital.
Além disso, a crescente ênfase em métricas e resultados tem tornado posições híbridas — que combinam conhecimento técnico e visão de negócio — mais atrativas e voláteis em termos de oferta salarial, em comparação a funções tradicionais de coordenação.
O retrato salarial da área sugere que os profissionais mais valorizados em Marketing serão aqueles que aliam visão estratégica, domínio de dados e capacidade de gerar impacto direto nos resultados da empresa. A tendência de integração mais profunda com as áreas comercial, de produto e tecnologia reforça que os salários mais competitivos tendem a acompanhar funções que refletem essa multidimensionalidade de habilidades.
No cenário atual, mesmo fora das posições de topo executivo, faixas salariais robustas para gerências e coordenações superiores tornam-se um benchmark importante não apenas para profissionais em busca de promoção ou transição de carreira, mas também para gestores de RH que precisam manter políticas de remuneração alinhadas ao mercado.
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