
A média salarial nas agências de publicidade no Brasil, desconsiderando cargos de liderança e gestão, é de R$ 4.318,00, um valor inferior a três salários-mínimos, considerando o piso nacional de R$ 1.582,00. O dado integra a Sondagem do Cenário de Remuneração nas Agências.
O levantamento analisou mais de 200 cargos e indica uma estrutura predominantemente composta por operações enxutas: 65% das agências têm até 30 funcionários, enquanto 25% mantêm equipes entre 31 e 99 pessoas e apenas 10% superam a marca de 100 colaboradores.
A força de trabalho no setor é majoritariamente feminina, com 59% de participação total. Nos cargos de liderança, as mulheres ocupam 40,6% das posições, indicando avanço em relação a um histórico de predominância masculina nos níveis mais altos da hierarquia. Em paralelo, o modelo de trabalho segue majoritariamente flexível: 78% das agências operam em formatos híbridos ou remotos, enquanto 70% oferecem horários flexíveis. Ainda assim, o regime integralmente remoto permanece pouco frequente no cenário atual.

A estrutura de gestão de pessoas apresenta níveis variados de formalização. Planos de cargos e salários estão presentes em 48% das empresas, enquanto 59% adotam avaliação de desempenho e o mesmo percentual afirma contar com programas de desenvolvimento individual.
No campo dos benefícios, 61% das agências concedem folga no aniversário, 48% oferecem estacionamento e 40% investem em educação. Incentivos adicionais incluem plano de academia (30%), licença maternidade estendida (29%) e checkups de saúde (24%), refletindo um movimento de personalização das ofertas ao colaborador.
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