A partir de 2026, o crescimento dos negócios será impulsionado não apenas pela automação avançada, mas pela integração de tecnologias de nova geração capazes de sustentar transformações estruturais.
É o que indica o relatório “Tech Trends 2026: cinco forças que moldam o futuro”, da Globant. O estudo mapeia as inovações que devem marcar a próxima etapa de maturidade da IA no ambiente corporativo.
De acordo com o estudo The GenAI Divide – State of AI in Business 2025, do MIT, a maioria dos projetos-piloto de IA ainda enfrenta dificuldades para escalar, evidenciando uma lacuna entre experimentação e prontidão empresarial.
Esse cenário reflete uma etapa natural do processo de evolução tecnológica. A IA deixa de ocupar um papel periférico e passa a se consolidar como motor central da transformação dos negócios, exigindo mudanças profundas em modelos operacionais, cultura organizacional e governança.

Esse contexto marca um ponto de reinício para o uso corporativo da IA e sinaliza um avanço rumo à maturidade. A partir dessa transição, o relatório identifica cinco tendências que devem definir a nova era digital:
IA Agêntica: da euforia ao valor real: A IA agêntica está deixando para trás o papel de assistente passivo para se tornar sistemas autônomos capazes de gerar ROI mensurável.
No varejo, por exemplo, o Globant Enterprise AI 2.3 e o Agentic Commerce Protocol (ACP) permitem que agentes recomendem produtos, personalizem ofertas e concluam transações seguras por meio de uma conversa natural. Ao integrar dados de POS, CRM, inventário e tendências, esses agentes transformam cada interação em conversão, insights e lealdade de longo prazo.
Comunicação quântica: quando a segurança atinge velocidade quântica: A comunicação quântica está surgindo como um disruptor de curto prazo para o qual todas as empresas deveriam começar a se preparar, pois possibilita trocas de dados ultrasseguras por meio de criptografia quântica e Distribuição Quântica de Chaves (QKD).
Até 2026, 18% da receita global proveniente de algoritmos quânticos virá de aplicações de IA, acelerando os avanços em processamento, otimização e redes quânticas seguras, segundo a Hyperion Research.
Robótica avançada e a ascensão das máquinas impulsionadas por IA: A robótica já não se limita aos centros de armazenamento e avança para setores como saúde, logística e infraestrutura inteligente.
Com um mercado global projetado para alcançar quase US$ 280 bilhões até 2034, de acordo com a Precedence Research, as empresas ampliam investimentos em sistemas que aprendem com o ambiente, se adaptam em tempo real e operam de forma segura ao lado de humanos.

Inteligência Ambiental: a era da tecnologia invisível: A inteligência ambiental reduz a fricção entre pessoas e tecnologia. Impulsionados por IA preditiva e edge computing, esses sistemas antecipam necessidades dos usuários e respondem de forma contextual, redefinindo padrões de eficiência e experiência.
Cibersegurança onde a IA é a defesa: O avanço do cibercrime impõe novos desafios às organizações. Empresas que utilizam IA para detecção e resposta economizam, em média, US$ 1,9 milhão por violação, segundo a IBM, mas ainda assim 97% relataram incidentes de segurança relacionados à IA, em grande parte associados a falhas de controle de acesso.
Com atacantes recorrendo à IA para ampliar reconhecimento, automatizar exploits e gerar deepfakes, as empresas passam a adotar defesas preditivas baseadas em IA, que vão da verificação de identidade à modelagem proativa de ameaças. Nesse cenário, a tecnologia se consolida como base da cibersegurança em 2026.
Leia também: 8 tendências que devem redefinir conteúdo, anúncios e vendas no Instagram em 2026
COMPARTILHAR ESSE POST







