
Quando me dão parabéns pela collab entre Stanley 1913 e FARM Rio, eu fico super feliz. E um pouco constrangida.
É que não parece justo receber os louros pelo resultado de um trabalho que envolveu tantas pessoas, nesta que foi a primeira colaboração global da Stanley 1913 com uma marca brasileira.
Foram mais de dois anos de negociação e construção da parceria e pelo menos 68 pessoas diretamente envolvidas — 40 do lado da Stanley e 28 pela Farm, isso contando apenas aquelas que consegui mapear entre reuniões, threads no Teams e e-mails.
Para nosso time aqui na América Latina, coube a deliciosa reta final: colocar a parceria no mundo com o maior impacto possível.
O lançamento foi uma coreografia construída pelas duas marcas: teaser, preview das estampas, revelação da parceria e, finalmente, produtos. Os lojistas já estavam com a coleção, mas não podiam mostrá-la. Até que uma loja nos Estados Unidos vazou as imagens antes da hora.

Também enviamos produtos antecipadamente para criadores e formadores de opinião e criamos um “Avise-me” nos sites da Stanley e da Farm. Oito mil pessoas se cadastraram para saber quando a coleção estaria disponível, um número que já antecipava o sucesso.
No dia do lançamento, montamos uma war room no escritório da Stanley no Rio para acompanhar vendas, site, redes sociais e repercussão em tempo real. Até os funcionários pararam de trabalhar por 10 minutos para tentar comprar seus produtos. O site da Farm caiu por alguns instantes. Em menos de dois dias, mais de 50% da coleção estava vendida, inclusive com alguns itens esgotados.
Um dos resultados que mais impressionou não estava sob nosso controle.
As pessoas começaram a contar a história por nós. Até o momento, contabilizamos mais de 700 conteúdos nas redes sociais. E aqui preciso fazer uma menção especial às vendedoras da Farm: fiquei impressionada com o exército espontâneo produzindo conteúdo, mostrando os produtos e dando vida à parceria.
Para comemorar tudo isso, colocamos uma vending machine gigante, em formato de Quencher, na orla do Rio. Uma imagem digna de cartão postal. Esse, por sinal, quase não foi para a rua. Na véspera da ativação, surgiu uma exigência de autorização especial da Orla Rio e uma taxa que não estava prevista.

Que bom que conseguimos fazer acontecer! Porque, aparentemente, nenhum grande lançamento está completo sem um pequeno infarto na véspera.
Dois anos, duas empresas, centenas de decisões, um vazamento antes da hora, clima de war room, um quencher gigante que quase morreu na praia. E muitas, muitas pessoas trabalhando para que, do lado de fora, tudo parecesse simples.
Então, quando me dão parabéns pela collab, eu agradeço. Mas penso imediatamente nas outras 67+ pessoas que deveriam estar ouvindo isso comigo. Esse parabéns é nosso!
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