O ano de 2026 marca a continuidade da busca por saúde e bem-estar como um diferencial que orienta as decisões cotidianas de uma parcela significativa da população brasileira. 46% dos entrevistados na pesquisa “Alimentação Hoje: a visão do consumidor” afirmam cuidar mais da saúde por meio de dietas específicas ou do uso de suplementos do que faziam há dois anos.
Outros 45% dizem praticar mais atividades físicas e exercícios, enquanto 39% relatam consumir bebidas alcoólicas com menor frequência. O conjunto dos dados aponta para uma mudança consistente no estilo de vida, marcada por maior controle e seletividade no consumo.
A distribuição etária da amostra indica que 21,5% dos respondentes tinham entre 18 e 24 anos, 37% entre 25 e 40 anos, 32,5% entre 41 e 60 anos e 9% acima de 61 anos. Do ponto de vista socioeconômico, 10% pertencem à classe A, 41% à classe B e 49% à classe C.
Os dados evidenciam um olhar mais atento para a composição dos alimentos. 58% dos consumidores afirmam prestar cada vez mais atenção aos rótulos e à origem dos produtos. Em uma pesquisa anterior, realizada em agosto de 2024, os consumidores que buscavam uma alimentação mais saudável indicaram como atributos prioritários alimentos frescos, funcionais, associados ao bem-estar mental, com baixas calorias, alto teor de proteína e perfil orgânico.

A redução do consumo de bebidas alcoólicas aparece como uma das transformações mais claras, sobretudo entre os jovens adultos. As motivações passam por saúde física e mental, maior valorização da presença e da conexão social e controle de gastos. Esse movimento se reflete diretamente nos hábitos de lazer: 48% dos entrevistados afirmam frequentar menos bares, pubs, casas noturnas, baladas e espaços similares.
Ascensão dos medicamentos para redução de peso ou apetite
22% dos entrevistados utilizam ou conhecem alguém próximo que faz uso desse tipo de medicação, percentual que sobe para 32% entre consumidores da classe A. Entre os que relataram contato com esses medicamentos, 62% observaram redução significativa do apetite, 55% diminuição do desejo por alimentos específicos, como doces, frituras ou bebidas alcoólicas, e 42% identificaram a introdução de alimentos mais saudáveis na dieta diária.
Os resultados sugerem que o impacto dessas medicações vai além da perda de peso e altera a relação do consumidor com a comida. As pesquisas indicam uma transição de um consumo mais emocional para uma lógica mais funcional, com foco em maior densidade nutricional, proteínas, fibras e porções menores, movimento que já começa a influenciar o desenvolvimento de produtos e soluções tanto na indústria de alimentos quanto no foodservice.

O estudo, feito pela Galunion, também reforça a relevância da alimentação saudável fora do lar. A busca por opções mais equilibradas no foodservice é considerada importante por 40% dos consumidores em geral e por mais da metade dos entrevistados da classe A, segundo dados complementares da pesquisa de agosto de 2024.
Embora parte dessas mudanças tenha sido acelerada pela pandemia da COVID-19, os dados indicam a consolidação de um novo padrão de consumo, sustentado por escolhas mais conscientes e orientadas ao autocuidado.
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