
Meu ritual diário começa antes mesmo de sair de casa: reviso a agenda do dia e, no caminho para o trabalho, já vou adicionando ao meu mapa mental outras atividades que também precisarão de atenção. Mas, no estacionamento, encontro alguém que lembra de algum tema de trabalho — mais uma atividade.
No elevador, outra pessoa — outra atividade.
Quando sento à mesa, abro e-mails e mensagens — mais atividades.
Ainda não são 10h e já tenho um mar de questões novas para endereçar. E tudo bem, faz parte. Mas como buscar produtividade? Como priorizar quando tudo parece prioridade?
Questão difícil de responder. No fim, produtividade não é só ferramenta, processo ou metodologia. Também é comportamento. Seria cômodo delegar e aguardar o retorno, mas me incomoda esse tempo de espera. Não quero esperar, quero resolver e partir para o próximo desafio. Tem ansiedade aí? Talvez sim e tudo bem também.

O que me incomoda não é o tempo de cada um, o SLA acordado ou os processos. O problema é quando a informação se perde no tempo e fica sem retorno.
Eu incentivo meu time a usar a “metodologia” mais simples que existe: LBC. Que significa, no melhor português, “levantar a bunda da cadeira”. É isso: ir direto ao ponto, pedir apoio, entender como avançar e seguir em frente.
Sim, sou aquele que senta ao lado da pessoa depois do almoço e pede para abrir a mensagem enviada no dia anterior que ainda não teve resposta. Sou aquele que encontra alguém no estacionamento e lembra que fulano ainda está devendo uma informação. E sou assim: completando seis mil passos diários só dentro do escritório e resolvendo muita coisa.
MAS A IA AJUDA O LBC TAMBÉM
Quando cheguei ao time de Marketing do PicPay, em 2022, encontrei uma operação funcionando a 200 km/h. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, sem tantos controles ou visibilidade, mas voando. O primeiro passo para organizarmos a operação foi, literalmente, aumentar a produtividade e trazer eficiência para os processos.
Até então, usávamos três ferramentas diferentes, além de muitos e-mails e mensagens. Qual foi a solução? Centralizar a operação de Criação e Operações em um único fluxo de trabalho, com todas as camadas de aprovação interligadas e automatizadas.

Na prática, parte do “levantar a bunda da cadeira” — o nosso LBC — deixou de ser necessária. A ferramenta passou a cobrar retornos automaticamente, além de dar visibilidade para todos sobre onde cada demanda estava parada.
A vida seguiu, já estamos em 2026, e muita coisa evoluiu desde então. Naquela época, ainda não usávamos IA nos processos de Marketing. Hoje, usamos — e muito.
O foco agora é reduzir cada vez mais a necessidade do LBC. Ou seja, delegar automaticamente para a IA e receber retornos instantâneos sobre o avanço das atividades. Talvez até encurtar a necessidade de tantas atividades.
Nas próximas colunas, compartilharei um caso de uso nosso que reflete bem esse comportamento aplicado à IA na operação de Marketing.
Até breve!
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