Após um ciclo de transformações aceleradas, o food service chega a 2026 em um estágio avançado de consolidação no Brasil. Impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pela expansão do delivery, o setor passa a operar com estratégias mais estruturadas, apoiadas em tecnologia, eficiência operacional e práticas de sustentabilidade, enquanto segue enfrentando desafios históricos do mercado de alimentação.
O setor movimentou R$ 455 bilhões em 2024 e manteve uma trajetória de crescimento associada à urbanização, à digitalização dos negócios e à ampliação do delivery. Nesta esteira, o mercado responde por cerca de 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e reúne mais de 1,37 milhão de estabelecimentos ativos em todo o país, conforme apontam dados da Abrasel.
Além da relevância econômica, o segmento figura entre os maiores empregadores do Brasil. O food service emprega aproximadamente 4,9 milhões de pessoas, o equivalente a 7,9% dos empregos formais, com massa salarial anual superior a R$ 107 bilhões. No primeiro semestre de 2025, foi registrada a criação de cerca de 33 mil vagas formais no setor.
No Brasil mais de um terço da população consome refeições fora de casa com frequência e destina até 25% da renda a esse tipo de despesa. Esse hábito sustenta um mercado de grande escala, com movimentação anual de centenas de bilhões de reais e impacto relevante sobre a economia nacional.

Tendências que devem orientar o setor
As tendências que devem orientar o setor em 2026 refletem o crescimento. O delivery se consolida como eixo estratégico das operações, com a ampliação de modelos como dark kitchens e retirada no balcão.
Já a automatização do atendimento avança por meio de totens, cardápios digitais, chatbots e sistemas integrados, enquanto a gestão orientada por dados ganha espaço para controle de estoques, redução de desperdícios e maior precisão nas decisões financeiras.
Nesse contexto, a tecnologia se estabelece como um elemento-chave de competitividade. A adoção de sistemas de gestão, plataformas próprias de pedidos e soluções baseadas em inteligência artificial tem contribuído para a redução de custos, a melhoria da experiência do consumidor e o aumento da previsibilidade financeira, aspectos considerados críticos em um ambiente pressionado pela inflação e pela elevada carga tributária.
Apesar do avanço, o setor segue enfrentando obstáculos estruturais. 41% dos bares e restaurantes registram pagamentos em atraso, com os tributos federais figurando entre os principais fatores de pressão sobre o caixa das empresas. A dificuldade de repassar custos ao consumidor final e os desafios relacionados à qualificação da mão de obra permanecem no centro das preocupações dos empresários.
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