
Eventos não perdem relevância por falta de público. Perdem quando deixam de evoluir.
No dinâmico mundo dos negócios, manter um evento relevante por mais de uma década exige mais do que repetir fórmulas que já funcionaram. Exige escuta ativa, coragem para mudar e, principalmente, a compreensão de que um evento não é um produto estático. É uma plataforma viva, que precisa acompanhar as transformações do mercado, dos clientes e da própria empresa. O Universo TOTVS, criado em 2009 e hoje um dos principais encontros de tecnologia do país, é um exemplo claro dessa lógica.
A origem foi bem diferente da atual. O evento nasceu como um roadshow, em que o board da companhia percorria o país para se aproximar das unidades e, sobretudo, dos clientes. O foco estava na construção de confiança, no compartilhamento da estratégia e no fortalecimento da relação direta. Em um país de dimensões continentais, proximidade e presença da liderança eram os principais ativos.
Com o crescimento da TOTVS e o aumento da complexidade das demandas dos clientes, esse formato deixou de responder sozinho às necessidades do negócio. Era preciso criar um ponto de convergência. O evento então migrou para São Paulo e passou a reunir, em um único espaço, clientes, parceiros e especialistas. A primeira grande lição surgiu ali: não existe formato bem-sucedido que deva ser preservado a qualquer custo.

Mas a evolução não termina na mudança de formato. Um evento perde relevância quando deixa de refletir as conversas mais atuais do mercado.
Ao longo das edições, a experiência foi sendo redesenhada. As trilhas por produto e segmento seguem como base, mas a agenda se expandiu para incorporar temas ligados a pessoas, carreira e tendências. Surgiram conteúdos voltados ao desenvolvimento profissional e sessões mais especializadas, como o Code no Code Pro, aprofundando discussões técnicas e dialogando com diferentes perfis da audiência.
A pergunta que passou a orientar as decisões é simples: o que realmente importa para quem está ali? Quando o conteúdo contribui para a evolução profissional do participante, o valor gerado ultrapassa a relação comercial e se torna duradouro.
Essa lógica também se reflete na estrutura do evento. A ampliação dos espaços de conteúdo e das áreas de demonstração acompanha a crescente necessidade de experimentação. Mais recentemente, a criação de ambientes temáticos, como o Palco de Dados e IA, o Palco Fiscal (voltado à Reforma Tributária), e o Mundo Pessoas (direcionado a profissionais de RH), passou a traduzir de forma concreta as prioridades do mercado e da própria TOTVS.

Formato e conteúdo evoluem, mas há um elemento que se tornou central: o papel do evento como ecossistema.
Um evento relevante não é um palco onde apenas a marca fala. É um ambiente onde a marca apresenta sua visão, mas também escuta, conecta e facilita. Um espaço para dar voz aos clientes, envolver parceiros e promover trocas que continuam muito além dos dias de programação.
Ao longo dessa trajetória, três aprendizados ficaram claros: não existe formato definitivo, conteúdo precisa evoluir na mesma velocidade do mercado e relevância é construída pela capacidade de gerar conexões reais.
No fim, a história do Universo TOTVS mostra que relevância não nasce da repetição, mas da reinvenção contínua. É sobre preservar o DNA de proximidade, ao mesmo tempo em que se transformam as formas de conexão.
Eventos que permanecem relevantes não são os que se repetem. São os que evoluem antes que o mercado exija.
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