O novo Marketing orientado ao crescimento vive uma mudança estrutural. Em 2025, já não basta apenas gerar reconhecimento. O C-suite cobra previsibilidade, impacto direto em receita e contribuição objetiva para a expansão de mercados.
O Marketing deixou de ser o departamento que gera awareness e passou a ser um motor de crescimento empresarial, sendo avaliado pela capacidade de acelerar os processos e influenciar decisores. A pergunta que define qualquer ação deixou de ser “como vamos comunicar?” para se tornar “como isso abre oportunidades e fortalece vantagem competitiva?”.
Ainda assim, o mercado enfrenta um descompasso. Segundo o relatório How to Measure Event ROI in 2025, da EventHub, 64% dos profissionais ainda têm dificuldade em provar ROI de forma satisfatória, e como boa parte das análises permanece presa a indicadores de vaidade. Paralelamente, a Bizzabo aponta que 78% dos executivos B2B veem os eventos como o canal mais impactante para geração de negócios. O potencial existe, mas não está sendo utilizado com lógica estratégica.

Nesse novo cenário, os eventos ganham protagonismo como ativos de expansão. Longe de serem iniciativas apenas de visibilidade, funcionam como plataformas que conectam marca, dados e vendas para gerar demanda real. Grandes fóruns proprietários mostram como encontros bem estruturados ampliam presença em segmentos-chave, aprofundam relacionamento com quem decide e geram sinais de intenção que alimentam diretamente as etapas do processo.
A diferença está na engenharia. O planejamento deixa de nascer do briefing criativo e passa a começar pelo objetivo do negócio: qual mercado a ação precisa abrir, quem são os decisores a engajar e quais indicadores vão determinar avanço real. Segundo o Global Marketing Performance Outlook 2025, da Forrester, empresas que integram marketing e vendas desde a concepção de ações têm 30% mais chances de converter leads qualificados em receita.
No Marketing orientado à expansão, cada touchpoint precisa gerar insight, dado ou relacionamento. Isso se traduz em pré-ações que atraem o público certo com conteúdos relevantes; ativações durante o evento que incentivam conexão direta, como demonstrações e agendas facilitadas; e jornadas pós-evento capazes de nutrir cada interação com personalização. A Bizzabo mostra que programas integrados nesse formato geram até 23% mais oportunidades qualificadas, não por volume, mas sim por intenção.

Dados como infraestrutura do crescimento
Nenhuma estratégia de expansão se sustenta sem dados. A integração entre CRM, automação e IA permite prever comportamento, identificar intenção e personalizar jornadas em tempo real. Empresas que aplicam IA dessa forma já registram aumento médio de 20% na taxa de conversão, segundo um estudo de 2025 da Keevee. A tecnologia deixa de ser diferencial e se torna infraestrutura garantindo que eventos, campanhas ABM (Account-Based Marketing), roadshows e conteúdos funcionem como um ecossistema de crescimento contínuo.
Mensuração orientada ao C-suite
A lógica de mensuração também muda. O foco deixa de ser métricas que não influenciam decisões executivas e passa para indicadores como custo por oportunidade, tempo até conversão, receita atribuída e crescimento em mercados estratégicos. O estudo Event ROI KPIs 2025 da Webnus mostra que CMOs que conectam ações a impacto comercial têm 1,7 vez mais chances de ampliar seus orçamentos. Mas é importante reconhecer que ROI positivo não se resume à receita: engajamento qualificado, autoridade e consistência também sustentam o crescimento.

Mais do que provar valor, o Marketing moderno precisa influenciar a direção, sustentando decisões que ampliem competitividade e destravem novos rumos de crescimento. É essa capacidade de transformar informação em inteligência, e influência em movimento, que diferencia marcas reativas de marcas que lideram mercados.
O futuro pertence às empresas que entendem o marketing não como função de apoio, mas como arquitetura de crescimento, a partir de um sistema que integra dados, narrativa, relacionamento e tecnologia para criar demandas onde ela ainda não existe. Marcas que tratam cada passo como ativo estratégico são justamente aquelas capazes de abrir mercados, acelerar pipelines e transformar experiências em resultados concretos, de forma contínua, mensurável e sustentável.
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