Se tem algo que os últimos anos me ensinaram é que nada substitui a conexão humana, especialmente no B2B, onde confiança e relacionamento são essenciais para fechar contratos. Durante a pandemia, vimos um avanço nas interações digitais: lives, webinars e reuniões remotas. Funcionou? Sim, mas gerou saturação. Quando o presencial voltou, ficou claro que os eventos precisavam se reinventar. Eles não podiam simplesmente “voltar ao que eram”. Atualmente, os eventos são ferramentas estratégicas de posicionamento, construção de marca e também canais de geração de negócios.
No mercado B2B, fala-se muito sobre LTV, CAC, ROI, performance e retorno rápido, mas estamos seguindo um caminho inverso. Investir em presença, conteúdo, relações e experiência de forma intencional é a grande cartada. Por mais que o modelo seja B2B, quem decide é uma pessoa, um CPF, com dores reais que vão surgindo ao longo do tempo. Ninguém acorda pensando: “preciso de um software X”. É a partir daí que a experiência, a integração e o relacionamento construídos nos eventos pavimentam resultados, tanto no curto quanto no médio e longo prazo.
Transformar presença em posicionamento vai muito além do estande ou do palco. Cada interação, uma conversa rápida, um painel ou uma demonstração deve reforçar quem a marca é e quais problemas resolve. Experiência é estratégia. Eventos são uma das poucas oportunidades de vivenciar a marca ao vivo, sentir de perto o que ela transmite. Cada detalhe, desde como recebemos e apresentamos até como respondemos dúvidas, molda a percepção de valor. A soma dessas microinterações gera confiança, e confiança é o que move decisões complexas.
Eventos encurtam caminhos, aproximam decisores que normalmente estariam distantes e criam relações que levariam meses para amadurecer. Nos eventos, não basta apenas participar: é preciso liderar temas, apresentar cases reais e conectar tendências a soluções concretas. Transformar presença em posicionamento é uma escolha estratégica. Marcas que tratam eventos apenas como agenda no calendário passam despercebidas. As que os integram à estratégia constroem autoridade, reputação e relações duradouras. No fim, negócios B2B são feitos de pessoas, e pessoas se conectam com pessoas, não com estandes ou logotipos.
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