
O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de beleza do mundo. São cerca de 19 mil perfumarias espalhadas por todas as regiões do país, de redes com centenas de lojas a pontos de venda únicos em cidades que a maioria dos executivos de São Paulo nunca visitou. Um mercado geograficamente disperso, culturalmente diverso e que, mesmo com toda essa dimensão, ainda carece de acesso estruturado entre quem produz e quem vende.
Nos últimos anos, esse cenário ficou mais complexo. A integração de canais mudou o comportamento do consumidor e a dinâmica do varejo. A inteligência artificial entrou nas operações, nos preços, na gestão de estoque. A velocidade de mudança tornou qualquer planejamento de médio prazo provisório. O varejo de beleza se transformou, e a indústria que o abastece precisou rever a forma de chegar nele.
Existe uma pergunta recorrente entre executivos de marcas de beleza: como chego no comprador certo, na cidade certa, antes da concorrência? A resposta mais comum envolve representantes regionais, visitas programadas. Esse caminho funciona, mas o problema é a velocidade que isso acontece.

Ao longo de duas décadas, a Beauty Fair construiu uma comunidade de executivos e donos das principais redes de perfumaria do Brasil. São relações que começaram dentro da feira e aprofundaram em rodadas de negócio, em jantares, missões internacionais e se renovam a cada ciclo de eventos. Esse histórico não se compra e não se replica de uma temporada para outra.
Foi a partir dessa base de relações e conhecimento profundo no setor, que estruturamos um portfólio de soluções com foco no varejo de beleza. Cada formato foi desenhado para um momento específico da relação entre marca e canal. A lógica não é de eventos isolados, mas sim de jornada.
Nosso ciclo começa em janeiro, com uma Missão Internacional. Os donos e gestores das 30 maiores redes de perfumaria do Brasil, reunidos num mesmo grupo, viajando juntos para imersões de negócios e inovação fora do país. Já estivemos na NRF em Nova York e no Vale do Silício. Em 2027, a missão vai para a China. Dias inteiros dividindo refeições, painéis e conversas com os principais clientes e concorrentes do setor, fora da rotina do Brasil. O nível de proximidade que isso cria entre pessoas que, em outros contextos, mal se cumprimentariam, é diferente de qualquer reunião formal.

As Confrarias do Varejo levam o encontro para quatro regiões do Brasil ao longo dos meses seguintes e é o formato que garante capilaridade. Chegamos a 250 redes que, em outros contextos, raramente teriam acesso a esse nível de conteúdo e conexão.
Os eventos Líderes de Distribuição e os Líderes de Perfumaria aprofundam o que as Confrarias iniciam. São formatos de curadoria alta: 60 distribuidores num ambiente, 100 redes de perfumaria no outro. Rodadas de negócio mapeadas com antecedência, perfis cruzados e intenção declarada dos dois lados da mesa.
A Beauty Fair, em setembro, é onde o ciclo converge. A maior feira de beleza das Américas atrai pequenos, médios e grandes no mesmo espaço. Quem percorreu a jornada não chega como visitante, mas sim como membro de uma comunidade.
Essa jornada funciona para ambos os lados, porque há uma colaboração da organização com os participantes, mapeando quem são os decisores que precisam acessar, porte da rede, região, qual o perfil de compra e qual o momento do negócio. Esse mapeamento define quem recebe convite, em qual formato participa, com quem senta na rodada.
As perfumarias são os espaços preferidos de compras quando falamos em beleza e ganha relevância no coração do consumidor à medida que gera experiência e traz sortimento. Tradicionalmente, é o canal de construção de marca e é altamente relacional.
Por isso, uma jornada de eventos, de diferentes formatos, entregas e altamente curado tem sido fundamental para trazer resultados para as marcas de beleza no Brasil.
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